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RIO DE JANEIRO

Artefato encontrado em favela no Rio não é míssil


07 Abr 2006 - 19h20min

A arma, sem carga explosiva, apreendida nesta sexta-feira por agentes do Serviço de Repressão a Entorpecentes (SRE) da Polícia Civil durante operação na Favela Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, não é um míssil, como foi inicialmente informado.

O artefato foi apresentado à imprensa como um míssil de fabricação norte-americana, encontrado pela primeira vez no Rio e com alto poder de destruição. De acordo com o delegado Tulio Pelosi, titular do SRE, os traficantes pretendiam usá-lo contra o carro blindado da Polícia Militar em represália à morte de três bandidos na noite de quarta-feira.

O especialista Ronaldo Leão, diretor do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF), desmentiu as informações da polícia sobre o artefato. "Isso não é míssil, é uma montagem. É um corpo de morteiro, de onde tiraram a cabeça e colocaram uma ponta de canhão de 90 milímetros. Está totalmente descarregado e só é usado pelos traficantes para intimidar", explicou Leão.

Pelosi disse ter ficado surpreso ao encontrar o armamento. "É usado em guerra e, pelo que apurei, pode destruir um carro blindado da PM e matar os policiais que estiverem lá dentro. Está em perfeitas condições de uso", afirmou Pelosi. "Pela minha experiência, nunca tinha visto um artefato como esse ser apreendido pela Polícia do Rio."

Na operação deflagrada pela SRE-Oeste, foram apreendidos ainda três bombas caseiras, munição, 200 papelotes de cocaína, 300 sacolés de maconha, uma farda camuflada e três coquetéis molotov. Um homem, conhecido como Marcha Lenta, foi preso. Ele tinha duas passagens pela polícia por tráfico de drogas.


Rocinha
Em operação conjunta com policiais militares do Posto de Policiamento Comunitário (PPC) da Rocinha, na zona sul da capital, agentes da delegacia do Leblon (15.ª DP) apreenderam, nesta manhã, uma granada, um revólver calibre 32, munições, dois rádios transmissores e uma camisa com inscrição de uma facção criminosa. O material foi abandonado por três homens que viram a chegada dos policiais e fugiram. Não houve troca de tiros e ninguém foi detido.

Agência Estado

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