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INVESTIMENTO
Ministério investirá R$ 20 milhões em estudos sobre doenças
07 Abr 2006 - 19h36min
O Ministério da Saúde investirá, em 2006 e 2007, R$ 20 milhões em pesquisas científicas de seis das chamadas doenças negligenciadas: malária, doença de Chagas, dengue, leishmaniose, tuberculose e hanseníase. A diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Suzanne Serruya, estima que o edital para escolha dos projetos contemplados com os recursos seja lançado daqui a 15 dias.
A Oficina de Prioridades de Pesquisa sobre Doenças Negligenciadas ocorreu num hotel da zona sul do Rio. Desde quarta-feira, pesquisadores e gestores de saúde discutiram propostas para a construção de linhas de pesquisa para combater essas doenças. As doenças negligenciadas afligem boa parte da população mundial e consomem apenas 10% dos recursos de pesquisa em saúde, de acordo com o Fórum Global de Saúde. Além disso, essas patologias já foram erradicadas em países desenvolvidos, que deixaram de se interessar por investigações aprofundadas, como se propõe a fazer o Ministério da Saúde do Brasil.
Para o diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Carlos Morel, a iniciativa de subsidiar pesquisas sobre essas seis doenças merece os aplausos da comunidades acadêmica internacional. "O Brasil tem condições de, entres os países em desenvolvimento, liderar internacionalmente a pesquisa a essas doenças", disse ele.
Segundo Serruyo, o Ministério da Saúde irá priorizar ações de controle dessas doenças, especialmente nas populações consideradas vulneráveis (social ou geograficamente). Por isso, 30% desses recursos serão aplicados em Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A formação de banco de dados e a educação da população também está entre as prioridades. Até terça-feira estará no site do Ministério da Saúde o relatório de conclusão da oficina, que servirá de diretriz para a elaboração do edital. O concurso terá duas etapas. Na primeira, os autores devem enviar a carta de intenção dos projetos. Os selecionados devem enviar uma descrição mais detalhada. Os vencedores devem ser conhecidos até julho.
A Oficina de Prioridades de Pesquisa sobre Doenças Negligenciadas ocorreu num hotel da zona sul do Rio. Desde quarta-feira, pesquisadores e gestores de saúde discutiram propostas para a construção de linhas de pesquisa para combater essas doenças. As doenças negligenciadas afligem boa parte da população mundial e consomem apenas 10% dos recursos de pesquisa em saúde, de acordo com o Fórum Global de Saúde. Além disso, essas patologias já foram erradicadas em países desenvolvidos, que deixaram de se interessar por investigações aprofundadas, como se propõe a fazer o Ministério da Saúde do Brasil.
Para o diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Carlos Morel, a iniciativa de subsidiar pesquisas sobre essas seis doenças merece os aplausos da comunidades acadêmica internacional. "O Brasil tem condições de, entres os países em desenvolvimento, liderar internacionalmente a pesquisa a essas doenças", disse ele.
Segundo Serruyo, o Ministério da Saúde irá priorizar ações de controle dessas doenças, especialmente nas populações consideradas vulneráveis (social ou geograficamente). Por isso, 30% desses recursos serão aplicados em Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A formação de banco de dados e a educação da população também está entre as prioridades. Até terça-feira estará no site do Ministério da Saúde o relatório de conclusão da oficina, que servirá de diretriz para a elaboração do edital. O concurso terá duas etapas. Na primeira, os autores devem enviar a carta de intenção dos projetos. Os selecionados devem enviar uma descrição mais detalhada. Os vencedores devem ser conhecidos até julho.
Agência Estado
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