Internacional
CHINA
Denúncias de exploração ameaçam imagem da Disney
Na China, trabalhadores teriam uma jornada de 10 e 13 horas e salários de apenas US$ 0,33 por hora
20 Ago 2005 - 11h42min
A companhia Walt Disney vem enfrentando duras denúncias de exploração de trabalhadores na China e já teme os danos que isso possa causar em sua imagem de "fábrica de ilusões".
O Comitê Nacional do Trabalho foi o último a realizar acusações contra a empresa americana. Em entrevista coletiva realizada em Nova York, o grupo exibiu vídeos que revelavam as precárias condições de trabalho nas fábricas chinesas onde são produzidos os artigos da Disney.
Rapidamente, a companhia, que há meses busca dar maior transparência a suas ações, anunciou a contratação de uma equipe de auditoria externa para investigar as condições de trabalho das empresas sub-contratadas no país asiático.
Os testemunhos exibidos pela organização nova-iorquina mostram um panorama terrível das condições de saúde e trabalho nas fábricas, com jornadas de trabalho que variam entre 10 e 13 horas e salários abaixo do mínimo estipulado por lei, cerca de US$ 0,33 por hora.
Os rostos dos trabalhadores aparecem borrados por um efeito especial, rosto para evitar represálias. Os vídeos foram gravados em uma fábrica onde são impressos livros da Disney e que pertence à empresa Hung Hing, localizada em Shenzhen.
A média de acidentes na fábrica varia entre quatro e cinco por semana. Alguns empregados já chegaram a perder dedos, segundo os depoimentos.
"Ao invés de melhorar as condições de trabalho, a empresa opta por contratar novos trabalhadores. Desta forma, os acidentes continuam acontecendo", disse à imprensa o coordenador do Comitê, Billy Hung.
Em algumas fábricas "as mulheres não têm licença maternidade. Algumas vivem em construções precárias, dormindo em beliches e se alimentando mal", afirma o relatório.
"É freqüente o desmaio de trabalhadores, seja pelo esgotamento físico ou pelo insuportável calor das fábricas. Não são permitidos a eles quaisquer direitos de associação.", acrescenta.
O relatório e os testemunhos foram enviados ao Comitê por um grupo defensor dos Direitos Humanos de Honk Kong, conhecido como "Estudantes Contra a Má Conduta Corporativa", que entrevistou 120 empregados em quatro províncias do sul da China.
A Disney disse que as denúncias são "muito sérias" e anunciou uma ampla investigação, para descobrir as condições de trabalho nas empresas que contrata na China.
"A Walt Disney tem códigos de conduta e direitos trabalhistas muito elevados para nossas empresas sub-contratadas em todo o mundo. Por isso estamos contratando uma auditoria independente, a ser realizada pela Verite, uma entidade sem fins lucrativos", afirmou a companhia.
As denúncias coincidem com o lançamento, no dia 12 de setembro, do novo parque de diversões da Disney em Hong Kong. O projeto já foi alvo de críticas de diversas organizações de proteção ao meio-ambiente.
Os ecologistas denunciaram que restaurantes do parque, que ainda está em construção, servirão sopa de barbatana de tubarão e que os fogos de artifício a serem utilizados violam todas as normas de poluição sonora. O grupo acusa ainda o extermínio de cerca de 50 cachorros que viviam na área.
Estas acusações representam um novo golpe na já delicada situação enfrentada pela Walt Disney, causada em especial pelos problemas na direção da companhia.
Na reunião anual de acionistas da empresa, realizada em março, 43% dos acionistas votou contra a permanência do diretor-executivo Michael Eisner, que deixará a companhia no dia 30 de setembro, um ano antes do previsto.
A Disney enfrenta ainda outros problemas, como a oferta de compra feita em fevereiro pela maior companhia de televisão a cabo dos EUA, Comcast, e a decisão da empresa de animação Pixar de buscar uma nova distribuidora para seus filmes, após o término do contrato com a Disney.
O Comitê Nacional do Trabalho foi o último a realizar acusações contra a empresa americana. Em entrevista coletiva realizada em Nova York, o grupo exibiu vídeos que revelavam as precárias condições de trabalho nas fábricas chinesas onde são produzidos os artigos da Disney.
Rapidamente, a companhia, que há meses busca dar maior transparência a suas ações, anunciou a contratação de uma equipe de auditoria externa para investigar as condições de trabalho das empresas sub-contratadas no país asiático.
Os testemunhos exibidos pela organização nova-iorquina mostram um panorama terrível das condições de saúde e trabalho nas fábricas, com jornadas de trabalho que variam entre 10 e 13 horas e salários abaixo do mínimo estipulado por lei, cerca de US$ 0,33 por hora.
Os rostos dos trabalhadores aparecem borrados por um efeito especial, rosto para evitar represálias. Os vídeos foram gravados em uma fábrica onde são impressos livros da Disney e que pertence à empresa Hung Hing, localizada em Shenzhen.
A média de acidentes na fábrica varia entre quatro e cinco por semana. Alguns empregados já chegaram a perder dedos, segundo os depoimentos.
"Ao invés de melhorar as condições de trabalho, a empresa opta por contratar novos trabalhadores. Desta forma, os acidentes continuam acontecendo", disse à imprensa o coordenador do Comitê, Billy Hung.
Em algumas fábricas "as mulheres não têm licença maternidade. Algumas vivem em construções precárias, dormindo em beliches e se alimentando mal", afirma o relatório.
"É freqüente o desmaio de trabalhadores, seja pelo esgotamento físico ou pelo insuportável calor das fábricas. Não são permitidos a eles quaisquer direitos de associação.", acrescenta.
O relatório e os testemunhos foram enviados ao Comitê por um grupo defensor dos Direitos Humanos de Honk Kong, conhecido como "Estudantes Contra a Má Conduta Corporativa", que entrevistou 120 empregados em quatro províncias do sul da China.
A Disney disse que as denúncias são "muito sérias" e anunciou uma ampla investigação, para descobrir as condições de trabalho nas empresas que contrata na China.
"A Walt Disney tem códigos de conduta e direitos trabalhistas muito elevados para nossas empresas sub-contratadas em todo o mundo. Por isso estamos contratando uma auditoria independente, a ser realizada pela Verite, uma entidade sem fins lucrativos", afirmou a companhia.
As denúncias coincidem com o lançamento, no dia 12 de setembro, do novo parque de diversões da Disney em Hong Kong. O projeto já foi alvo de críticas de diversas organizações de proteção ao meio-ambiente.
Os ecologistas denunciaram que restaurantes do parque, que ainda está em construção, servirão sopa de barbatana de tubarão e que os fogos de artifício a serem utilizados violam todas as normas de poluição sonora. O grupo acusa ainda o extermínio de cerca de 50 cachorros que viviam na área.
Estas acusações representam um novo golpe na já delicada situação enfrentada pela Walt Disney, causada em especial pelos problemas na direção da companhia.
Na reunião anual de acionistas da empresa, realizada em março, 43% dos acionistas votou contra a permanência do diretor-executivo Michael Eisner, que deixará a companhia no dia 30 de setembro, um ano antes do previsto.
A Disney enfrenta ainda outros problemas, como a oferta de compra feita em fevereiro pela maior companhia de televisão a cabo dos EUA, Comcast, e a decisão da empresa de animação Pixar de buscar uma nova distribuidora para seus filmes, após o término do contrato com a Disney.
Agência EFE
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