Internacional
VÍTIMA
Bispo revela ter sofrido abusos sexuais de padre
11 Jan 2006 - 18h20min
O bispo auxiliar americano Thomas Gumbleton, de 75 anos, disse numa entrevista ao jornal The Washington Post que foi "tocado inadequadamente" por um padre em 1945, quando estudava no seminário Sagrado Coração, em Detroit. Acredita-se que Gumbleton seja o primeiro bispo católico dos Estados Unidos a revelar ter sofrido abusos sexuais por parte de um clérigo.
Ele também é o primeiro bispo a defender as sugestões de que diversos Estados americanos suspendam os prazos de prescrição, para que as vítimas de abusos sexuais tenham tempo de se recuperar emocionalmente antes de processar a Igreja Católica. "Não quero exagerar as coisas. Não foi um abuso sexual como aqueles experimentados por grande parte das vítimas", disse o bispo numa entrevista concedida, por telefone, ao Washington Post e publicada na edição de hoje, 11 de janeiro.
Entretanto, ele comentou que a experiência o ajudou a entender o motivo pelo qual as vítimas muitas vezes não conseguem se recuperar psicologicamente para processar a Igreja antes que o crime seja "esquecido". Em diversos Estados americanos, um processo deve ser aberto no prazo de dois a cinco anos depois do suposto crime.
"As pessoas ficam intimidadas, constrangidas e simplesmente sepultam a história. Compreendo isso. Nunca contei a meus pais. Nunca disse isso a ninguém", assegurou o religioso ao revelar a experiência.
Ele também é o primeiro bispo a defender as sugestões de que diversos Estados americanos suspendam os prazos de prescrição, para que as vítimas de abusos sexuais tenham tempo de se recuperar emocionalmente antes de processar a Igreja Católica. "Não quero exagerar as coisas. Não foi um abuso sexual como aqueles experimentados por grande parte das vítimas", disse o bispo numa entrevista concedida, por telefone, ao Washington Post e publicada na edição de hoje, 11 de janeiro.
Entretanto, ele comentou que a experiência o ajudou a entender o motivo pelo qual as vítimas muitas vezes não conseguem se recuperar psicologicamente para processar a Igreja antes que o crime seja "esquecido". Em diversos Estados americanos, um processo deve ser aberto no prazo de dois a cinco anos depois do suposto crime.
"As pessoas ficam intimidadas, constrangidas e simplesmente sepultam a história. Compreendo isso. Nunca contei a meus pais. Nunca disse isso a ninguém", assegurou o religioso ao revelar a experiência.
Agência Estado
Dê sua nota clicando nas estrelas
Comentar essa notícia
Importante: Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as conseqüências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir em suas mensagens algum comentário que viole o regulamento será eliminado e inabilitado para voltar a comentar.
Mais Notícias
Últimas
- 23:47 Botafogo espanta zebra e vence o São Raimundo no Engenhão
- 23:32 Cruzeiro só empata pela Libertadores
- 23:02 Ferrão sai na frente, mas empata com Guarani em Juazeiro do Norte
- 22:36 Unimed de Fortaleza é condenada a pagar 50 salários mínimos a aposentada
- 22:07 Ministro do TSE aceita acusação contra Lula e Dilma
Últimas
Indique essa notícia








