Buchicho
ESTILO
Leveza do som
Saindo da adolescência, Moska foi estudar teatro, chegou a fazer nove filmes, estudou filosofia, literatura, descobriu o amor pelos quadrinhos e passeou pela física quântica
18 Set 2006 - 02h02min
Paulinho Moska é cantor e compositor. A imprensa costuma dizer que desde os 13 anos, mas ele diz que a música entrou pra valer na sua vida aos 20. Quando a banda Inimigos do Rei, de 89, começou a fazer sucesso e a dar dinheiro. Antes disso, Moska era quase um artista completo. "Eu era como todo adolescente que tem algum pensamento de ser artista, queria ser tudo ao mesmo tempo, bailarino, pintor, desenhista, fazia curso de teatro, estudava violão, revelava foto junto com meu pai no banheiro de casa e formei uma banda", lembra ele, num papo por telefone onde ele se revela doce, pé no chão e um paizão.
Saindo da adolescência, Moska foi estudar teatro, chegou a fazer nove filmes, estudou filosofia, literatura, descobriu o amor pelos quadrinhos e passeou pela física quântica. Sorte, da música brasileira, de ter sido com os acordes a afinação maior e em 1993, Moska lançou se primeiro disco solo. "A música foi o processo criativo que foi dando certo. E cada vez mais me apaixonava, fui descobrindo que poderia juntar todas as artes na música, atuar, dirigir, dançar, escrever letras, aplicar a filosofia. A música sempre foi um território muito generoso", conta.
Hoje o relise de seu último CD classifica sua música como um rock de formação MPB. Ele explica: "Esse foi um olhar do Arthur Dapieve (jornalista, crítico de música), não sei o que é isso exatamente, na minha infância nos anos 70 o que tocava nas rádios era MPB, Tom Jobim, Belchior, Roberto Carlos, nos anos 80, eu tinha 13 anos, vivi o boom do rock brasileiro e comecei a fazer música nos anos 90, na explosão da cultura pop, então acho que o termo vem da minha formação mesmo".
O show que Moska está mostrando pelo mundo atualmente é voz e violão. "Mas nada de banquinho bossanovista", avisa ele que também se diz fã de João Gilberto. "Eu plugo o meu violão na caixa de som e tenho um técnico que é quase um músico e está comigo há 10 anos, o que fazemos é um espetáculo sonoro", diz ele sobre as influências da música eletrônica nas canções.
A frente do Zoombido, programa exibido pelo Canal Brasil, Moska mata um pouquinho da vontade de fazer cinema. Ele entrevista músicos e compositores, cria-se um universo lúdico favorável às lembranças de infância dos entrevistados e no final, Moska divide o microfone com o convidado. "Esse é o ponto máximo da minha satisfação", revela.
A conversa chega ao fim, Paulinho Moska tem que terminar de colocar o almoço do filho e levá-lo ao colégio. "A gente é um produto de várias coisas: da genética e do nosso meio. Mas o que mais quero passar para meu filho é amor, companheirismo, o meu melhor. Sou meio mãe também e nem sei se isso é bom, mas dou toda a atenção possível para ele", conclui.
Ping Pong
Cantor – Jorge Drexler
Cantor – Céu
Ator- Kevin Space
Filme – Gritos e Sussuros
TV – O meu né?! (Zoombido, Canal Brasil)
Viagem – Vou pra Disney, pela primeira vez com meu filho nas próximas férias.
Carro – Não tenho a fissura dos homens por carro e futebol. O meu é um Renault Clio, basta que ande.
Sonho de consumo – uma casa
Família – Tudo
Pensamento – Não siga os conselhos dos seus ídolos. O que foi bom pra eles pode não dar certo pra você. E você só o admira porque ele conseguiu ser ele mesmo.
Saindo da adolescência, Moska foi estudar teatro, chegou a fazer nove filmes, estudou filosofia, literatura, descobriu o amor pelos quadrinhos e passeou pela física quântica. Sorte, da música brasileira, de ter sido com os acordes a afinação maior e em 1993, Moska lançou se primeiro disco solo. "A música foi o processo criativo que foi dando certo. E cada vez mais me apaixonava, fui descobrindo que poderia juntar todas as artes na música, atuar, dirigir, dançar, escrever letras, aplicar a filosofia. A música sempre foi um território muito generoso", conta.
Hoje o relise de seu último CD classifica sua música como um rock de formação MPB. Ele explica: "Esse foi um olhar do Arthur Dapieve (jornalista, crítico de música), não sei o que é isso exatamente, na minha infância nos anos 70 o que tocava nas rádios era MPB, Tom Jobim, Belchior, Roberto Carlos, nos anos 80, eu tinha 13 anos, vivi o boom do rock brasileiro e comecei a fazer música nos anos 90, na explosão da cultura pop, então acho que o termo vem da minha formação mesmo".
O show que Moska está mostrando pelo mundo atualmente é voz e violão. "Mas nada de banquinho bossanovista", avisa ele que também se diz fã de João Gilberto. "Eu plugo o meu violão na caixa de som e tenho um técnico que é quase um músico e está comigo há 10 anos, o que fazemos é um espetáculo sonoro", diz ele sobre as influências da música eletrônica nas canções.
A frente do Zoombido, programa exibido pelo Canal Brasil, Moska mata um pouquinho da vontade de fazer cinema. Ele entrevista músicos e compositores, cria-se um universo lúdico favorável às lembranças de infância dos entrevistados e no final, Moska divide o microfone com o convidado. "Esse é o ponto máximo da minha satisfação", revela.
A conversa chega ao fim, Paulinho Moska tem que terminar de colocar o almoço do filho e levá-lo ao colégio. "A gente é um produto de várias coisas: da genética e do nosso meio. Mas o que mais quero passar para meu filho é amor, companheirismo, o meu melhor. Sou meio mãe também e nem sei se isso é bom, mas dou toda a atenção possível para ele", conclui.
Ping Pong
Cantor – Jorge Drexler
Cantor – Céu
Ator- Kevin Space
Filme – Gritos e Sussuros
TV – O meu né?! (Zoombido, Canal Brasil)
Viagem – Vou pra Disney, pela primeira vez com meu filho nas próximas férias.
Carro – Não tenho a fissura dos homens por carro e futebol. O meu é um Renault Clio, basta que ande.
Sonho de consumo – uma casa
Família – Tudo
Pensamento – Não siga os conselhos dos seus ídolos. O que foi bom pra eles pode não dar certo pra você. E você só o admira porque ele conseguiu ser ele mesmo.
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