Ceará
ENERGIA SOLAR
Placa solar agiliza trabalho
Na década de 70, a retirada de algas durante a maré baixa, água apenas lambendo os pés, era a atividade da maioria das mulheres de Flecheiras
21 Jul 2003 - 02h45min
Para secar as algas - última etapa antes da venda -, energia solar. De madeira e plástico, a estrutura do secador foi montada pela própria comunidade. ''Vocês agora já sabem fazer um'', diz J®rgdieter Arhalt, diretor técnico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis (Ider). Na reunião com os produtores de algas, ele aproveitou para explicar que a tecnologia é a mesma para a secagem de frutas, mas ''com algumas adaptações''. Comparado a um secador elétrico (R$ 11 mil), a vantagem é no preço. O secador de Flecheiras e Guajiru custou apenas R$ 3.500. ''É a placa solar que é importada e ainda é cara'', diz.
Vantagens também no tempo. Ao invés de um dia inteiro ao sol, cerca de três horas no secador. Debaixo do plástico transparente, as algas ficam sob uma temperatura em torno de 38 graus. Suficiente para retirar a grande umidade - na alga, 82% é água. ''Melhora a qualidade. E isso significa preço melhor também'', argumenta. Na reunião, o especialista em energia renovável dá o tamanho do que está surgindo ali: ''esse é o primeiro secador solar de algas marinhas do Brasil. A idéia agora é aperfeiçoar e replicar para outras comunidades. Fazer um kit de cultivo de algas''.
O processo de secagem está já encaminhado, mas há ainda ajustes no mar. O pescador Raimundo Nonato Nunes, 32, explica que algumas questões práticas já foram resolvidas, como amarração da alga na corda, mas há ainda, por exemplo, o problema de como aproveitar melhor a estrutura montada sob as ondas. O caso é produzir mais. ''A idéia é, aos poucos, as famílias tirem uma renda em torno de R$ 150,00 por mês'', explica. Segundo ele, ''foi difícil acreditar, no início. Mas agora é algo concreto na vida da comunidade''.
Através do Projeto São José, o plano é construir um paquete para o grupo e, depois, um pequeno para cada família. Pois a tendência é que as estruturas de cultivo também sejam distribuídas pelos participantes, no futuro. ''Mas, por enquanto, tudo é de todos. Responsabilidade de todos'', explica. Na década de 70, a retirada de algas durante a maré baixa, água apenas lambendo os pés, era a atividade da maioria das mulheres de Flecheiras. ''A retirada era muita intensa e acabou. Hoje pouca gente ainda faz isso'', finaliza.
Vantagens também no tempo. Ao invés de um dia inteiro ao sol, cerca de três horas no secador. Debaixo do plástico transparente, as algas ficam sob uma temperatura em torno de 38 graus. Suficiente para retirar a grande umidade - na alga, 82% é água. ''Melhora a qualidade. E isso significa preço melhor também'', argumenta. Na reunião, o especialista em energia renovável dá o tamanho do que está surgindo ali: ''esse é o primeiro secador solar de algas marinhas do Brasil. A idéia agora é aperfeiçoar e replicar para outras comunidades. Fazer um kit de cultivo de algas''.
O processo de secagem está já encaminhado, mas há ainda ajustes no mar. O pescador Raimundo Nonato Nunes, 32, explica que algumas questões práticas já foram resolvidas, como amarração da alga na corda, mas há ainda, por exemplo, o problema de como aproveitar melhor a estrutura montada sob as ondas. O caso é produzir mais. ''A idéia é, aos poucos, as famílias tirem uma renda em torno de R$ 150,00 por mês'', explica. Segundo ele, ''foi difícil acreditar, no início. Mas agora é algo concreto na vida da comunidade''.
Através do Projeto São José, o plano é construir um paquete para o grupo e, depois, um pequeno para cada família. Pois a tendência é que as estruturas de cultivo também sejam distribuídas pelos participantes, no futuro. ''Mas, por enquanto, tudo é de todos. Responsabilidade de todos'', explica. Na década de 70, a retirada de algas durante a maré baixa, água apenas lambendo os pés, era a atividade da maioria das mulheres de Flecheiras. ''A retirada era muita intensa e acabou. Hoje pouca gente ainda faz isso'', finaliza.
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