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Deflação

Cesta básica de Fortaleza está 6,06% mais barata em janeiro

Os 12 produtos da cesta básica de Fortaleza contabilizaram R$ 175,86 em janeiro, uma redução de 6,06% na comparação com o mesmo mês do ano passado (R$ 187,21).O preço do feijão teve a maior queda (34,76%)

Teresa Fernandes
teresafernandes@opovo.com.br

09 Fev 2010 - 03h04min

O feijão foi o produto que obteve a maior deflação entre os itens da cesta básica. A redução foi de 34,76%, a um custo médio de R$ 9,63 (Foto: Igor de Melo)
O tradicional feijão com arroz está mais barato na mesa do fortalezense. Os dois produtos obtiveram, ao lado do tomate, as maiores reduções entre os 12 produtos que compõem a cesta básica no mês de janeiro. O feijão passou de R$ 14,76 em janeiro do ano passado para os R$ 9,63 cobrados no mês passado por 4,5 kg, uma redução de 34,76%.

Levando em consideração todos os produtos, a cesta básica fechou em R$ 175,86, uma redução de 6,06% na comparação com o mesmo mês do ano passado (R$ 187,21). Em relação a dezembro último (R$ 176,96), a retração foi de 0,62%. Os dados foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

O arroz fechou em uma média de R$ 6,52 levando em consideração 3,6 kg do produto. Em 2009, o item estava 14,55% mais caro (R$ 7,63).

O consumidor já está sentindo as reduções em alguns produtos e as elevações em outros. ``O feijão está bem mais barato, mas o açúcar está bem mais alto``, destacou a comerciante Rafaela Brasil. A constatação de Rafaela confirma a pesquisa do Dieese, que aponta uma elevação de 51,33% no produto. Em janeiro do ano passado, o açúcar custava R$ 3,39 referente a três quilos, enquanto no mês passado, o valor chegou a R$ 5,13.

Rafaela lembrou ainda que frutas e legumes, como o tomate, sofrem influência das chuvas. O produto custou R$ 26,28 no mês para 12 kg, contra R$ 31,80 no mesmo período do ano passado, uma redução de 17,36%.

Efeitos sazonais
Normalmente no mês de janeiro são observadas deflações na cesta básica, segundo o supervisor do escritório regional do Dieese, Reginaldo de Aguiar Silva. Ele explicou que a partir deste mês de fevereiro, quando o período de chuvas começar e algumas frutas e verduras entrarem em um período de floração, a oferta cai e ``a tradição mostra que o preço da cesta aumenta``.

No primeiro semestre a partir de fevereiro há uma elevação maior nos preços, enquanto o segundo semestre é caracterizado por redução.

Sobre a queda no preço do feijão, Aguiar explicou que o produto foi ``o grande vilão`` que elevou os preços da cesta em 2008. Ao longo de 2009, o Ministério da Agricultura incentivou a ampliação da área cultivada, impulsionando as reduções de preço.

Outro item que teve queda foi a carne. A redução foi de 5,56%, custando R$ 53,51.


EMAIS

MAIORIA DOS ESTADOS COM ALTAS


Entre as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, apenas sete apresentarem retração nos preços da cesta básica na comparação com dezembro do ano passado.

- As principais retrações foram apuradas em Belo Horizonte (-3,87%), Brasília (-3,49%) e São Paulo (-1,39%). Além de Vitória (-0,86%), Porto Alegre (-0,43%) e Aracaju (-0,03%). Fortaleza apresentou redução de 0,62%.

- Entre as elevações destacam-se Goiânia (4,61%), Salvador (1,43%) e Florianópolis (1,10%).

- A cesta básica mais cara foi registrado em Porto Alegre, com R$ 236,55, seguido por São Paulo (R$ 225,02) e Vitória (R$ 217,20). Os menores valores foram apurados em Aracaju (R$ 169,13), João Pessoa (R$ 171,97) e Recife (R$ 172,29).


NÚMEROS

175,86

REAIS FOI O VALOR PAGO PELO FORTALEZENSE EM JANEIRO PARA ADQUIRIR OS 12 ITENS DA CESTA

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