Ir para a página sobre a Publicidade

Fortaleza

A+ A- Mudar tamanho

ANIVERSÁRIO DE FORTALEZA

Semana de debate sobre a cidade em construção

Seminário e passeio pelo Centro de Fortaleza estão no programa do seminário ¿¿Fortaleza 278 anos: Estado, Política e Cultura¿¿, organizado pelo Departamento de História da UFC. O evento será aberto amanhã


13 Abr 2004 - 05h14min

Passeio pelo centro histórico, no sábado, fará parte da programação dos 278 anos de Fortaleza(Foto: Evilázio Bezerra)
A pretexto do seminário ‘‘Fortaleza 278 anos: Estado, Política e Cultura’’, o Departamento de História da Universidade Federal do Ceará (UFC) vai abrir discussão, nesta semana, sobre uma cidade em constante construção e destruição. ‘‘Fortaleza vive uma situação contraditória. Entre a nostalgia de um passado idílico — a cidade harmônica e bem planejada de 100 anos atrás — e a destruição permanente — a quebra de todos os lugares de memória da cidade’’, aponta o historiador e professor da UFC Frederico de Castro Abreu.

O seminário será aberto amanhã com o lançamento do nº 4 da revista Trajetos, do Departamento de História, e da revista Mercator, do Departamento de Geografia. Além disso será lançada a coleção Brasil Republicano, organizada pelo historiador Jorge Ferreira, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), do Rio. O evento acontece a partir das 18 horas, no salão de convivência da UFC.

Na quinta-feira, às 9 horas, o carioca Jorge Ferreira dará a conferência ‘‘A cidade e o comício: Rio de Janeiro, 13 de março de 1964’’, sobre o comício das esquerdas que culminou no golpe militar, há 40 anos. Na sexta, será realizada uma mesa-redonda com o tema ‘‘Fortaleza: ocupação e comportamentos’’. Para terminar, um debate in loco. Às 9 horas de sábado acontece as ‘‘Trilhas Urbanas’’: grupos caminharão pelo Centro, saindo da Praça do Ferreira, acompanhados de monitores que falarão sobre a constituição da cidade.

Para Frederico Abreu, existe uma Fortaleza ainda ‘‘escondida’’. ‘‘Há uma vida cultural intensa na cidade que não é valorizada’’, afirma. O professor acrescenta que a própria historiografia começou a descobrir essa outra faceta da cidade recentemente. ‘‘A História era muito centrada no Estado, na administração pública. De um tempo para cá, ela se deslocou do governo e foi para o lado do cotidiano’’, diz. ‘‘Hoje, são poucos os trabalhos centrados no governo e muitos os projetos centrados na cultura e na sociabilidade’’.

Abreu afirma que, aos 278 anos, Fortaleza passa por um ‘‘aos urbano’’. ‘‘São tantos os problemas, que é difícil estabelecer prioridade’’. Mesmo assim, o historiador aponta o que, para ele, é mais urgente na capital. ‘‘Todo mundo fala que o Centro está abandonado, mas a situação da periferia está muito pior, evidenciada com as chuvas recentes. Eu priorizaria o mais precário, que são as pessoas nas áreas de risco. Mas os planejadores preferem pensar no ‘quadrilátero de ouro’ da Aldeota e Beira Mar’’.

Dê sua nota clicando nas estrelas

Espaço dos leitores:

Comentar essa notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Sua cidade:

Comentário:

Importante: Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as conseqüências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir em suas mensagens algum comentário que viole o regulamento será eliminado e inabilitado para voltar a comentar.

Botao para a página sobre a Publicidade

Mais Notícias

Últimas

Últimas

Indique essa notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Nome do destinatário:

E-mail do destinatário:

Ir para a página sobre a Publicidade

Ir para a página sobre a Publicidade

Ir para a página sobre a Publicidade

Charge

Ir para a página sobre a Publicidade

© 2008 O POVO - Todos os direitos reservados