Fortaleza
ESTUDANTES
O braço político do movimento
Com bandeiras de luta como a educação de qualidade e o acesso democrático ao ensino, quatro tendências políticas dominam o movimento estudantil em Fortaleza no meio universitário
Daniela Cronemberger
Luís Henrique Campos
da Redação
07 Jul 2004 - 05h27min
Essas tendências vêm se alternando no poder à frente dos DCEs com bandeiras de lutas como a educação de qualidade e o acesso democrático ao ensino, além de outras questões pontuais. Internamente, porém, os quatro grupos pleiteiam objetivos bem mais amplos, que se confundem com as plataformas dos partidos políticos aos quais estão vinculados.
Considerada a esquerda do PT, a Democracia Socialista (DS) se apresenta como defensora do marxismo revolucionário e tem como referência, formulações e debates da IV Internacional, fundada por Trotsky. Mantém ligação também com outras experiências, como a obra de Che Guevara e a Revolução Cubana, as Comunidades Eclesiais de Base e a Teologia da Libertação, a questão ambiental, a luta contra o racismo, e a luta contra a globalização neoliberal;
Já a União da Juventude Socialista (UJS) participou ativamente da campanha que levou Lula à Presidência e tem se mantido como forte aliado do governo até agora. A entidade, que é ligada ao Partido Comunista do Brasil (PC do B), tem ainda contribuído para a implantação de políticas públicas para a juventude oriundas do Governo Federal. Os posicionamentos do grupo tem servido de motivo para que seja considerado por seus opositores como contrário as mudanças.
A União da Juventude Rebelião (UJR), tendência do Partido Comunista Revolucionário (PCR), foi criada em 1998 por ocasião do 31º Congresso da Ubes e do 44º Congresso da UNE. O manifesto divulgado à época apontava que era preciso ''dar um novo rumo às históricas entidades de luta dos estudantes que se encontram paralisadas pelo predomínio da política reformista nas suas diretorias. Transformando-as em instrumentos na batalha pela libertação da classe operária, dos camponeses e da juventude do jugo capitalista''.
Oriundo da juventude do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), o Movimento Ruptura Socialista (MRS) existe a dois anos, como oposição sistemática ao governo do presidente Lula, e contra ''a Guerra de Bush ao Iraque e a recolonização da América Latina através da Alca e da dívida externa''.
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