Ir para a página sobre a Publicidade

Fortaleza

A+ A- Mudar tamanho

DÍVIDAS

Aumenta a procura pelo penhor

A Caixa Econômica Federal registrou um aumento de 7,3% no número de operações de penhor no primeiro semestre deste ano


08 Jul 2004 - 05h20min

PESSOAS que buscam as operações de penhor usam dinheiro para pagar dívidas(Foto: Felipe Abud)
A Caixa Econômica Federal registrou um aumento de 7,3% no número de operações de penhor no primeiro semestre deste ano, comparando-se ao mesmo período do ano passado. Hoje, só em Fortaleza são 35 mil contratos. Por dia, só na agência da rua Pessoa Anta, na Praia de Iracema, é feita uma média de 100 contratos novos por dia.

De acordo com pesquisa feita pela Caixa, 70% das pessoas que procuram o penhor usam o dinheiro para pagar as dívidas. Isso ocorre, conforme explicou o gerente de mercado do banco, João Maceno Gomes, porque a taxa de juros de 3% ao mês é bem menor que as praticadas pelas financeiras ou pelos cartões de crédito.

Como explicou João Maceno, o penhor é uma operação popular, simples, onde não existe a figura do avalista. O aval é a jóia que fica no banco. Parte considerável das pessoas que procuram a operação (30%) usam o dinheiro mais barato para investir.

Há ainda aqueles que procurem o penhor como saída para guardar as jóias com a segurança do banco. Estes, como informou João Maceno, geralmente fazem empréstimo do valor mínimo permitido, que é 10% do valor da jóia. ''A Caixa conta com um sistema forte de segurança'', disse. Ele acrescentou ainda que as jóias que ficam sob responsabilidade do banco são seguradas. Segundo ele, só pessoas credenciadas entram no setor de penhor. Quem faz a operação recebe uma senha de uso pessoal através da qual pode consultar os dados de seus contratos e fazer transferências.

Em Fortaleza, a CEF oferece o serviço nas agências da rua Pessoa Anta e da avenida Bezerra de Menezes. Os interessados devem procurar o banco munidos de identidade, CPF e comprovante de residência. No setor de penhor, as jóias serão avaliadas por especialistas treinados pelo banco, que medem a quantidade de ouro existente e se há alguma pedra preciosa. A Caixa empresta até 80% do valor avaliado para períodos de trinta, sessenta e noventa dias.

No caso de o cliente não conseguir resgatar a jóia, ela vai a leilão pelo valor de avaliação. A diferença entre o valor emprestado e o lance dado pela jóia fica a disposição do antigo dono. A Caixa fica com o valor emprestado acrescido do juro do período do empréstimo. Como explica João Maceno, caso a pessoa não vá pegar o dinheiro, a Caixa o deposita em uma conta poupança no nome do proprietário. Os leilões são realizado todos os meses. As jóias que vão a leilão são expostas pelo banco.

João Maceno diz que a Caixa fica atenta às ocorrências policiais para evitar receber jóias roubadas. Segundo ele, o fato de a operação necessitar de documentos e de contar com medidas de segurança, afasta bandidos que queiram se aproveitar da operação para se livrar de jóias roubadas. ''A Caixa entende que o ladrão não se expõe dessa forma''.

Serviço
Informações sobre leilões 0800.5740101


Perfil do cliente

74% são mulheres
55% tem entre 30 e 49 anos
46% tem nível médio de escolaridade
61% estão trabalhando

Fonte: Caixa Econômica Federal

Dê sua nota clicando nas estrelas

Espaço dos leitores:

Comentar essa notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Sua cidade:

Comentário:

Importante: Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as conseqüências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir em suas mensagens algum comentário que viole o regulamento será eliminado e inabilitado para voltar a comentar.

Botao para a página sobre a Publicidade

Mais Notícias

Últimas

Últimas

Indique essa notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Nome do destinatário:

E-mail do destinatário:

Ir para a página sobre a Publicidade

Ir para a página sobre a Publicidade

Ir para a página sobre a Publicidade

Charge

Ir para a página sobre a Publicidade

© 2008 O POVO - Todos os direitos reservados