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Fortaleza

Críticas ao Judiciário


14 Mai 2005 - 16h57min

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Há quatro anos, Carlos mora com o filho João, 8. Ele considera que ‘‘as circunstâncias do destino’’ tornaram isso possível, já que não conseguiu a guarda da criança na Justiça. Ele faz coro às críticas de que o Judiciário ainda privilegia as mulheres nos processos de família.

‘‘O Código Civil evoluiu no que diz respeito a direitos e deveres do homem e da mulher. Agora, os juízes é que têm de evoluir para acompanhar o Código. Devem deixar o conservadorismo de que a mãe fique sempre com a guarda’’, defende.

Logo que se separou, passou a prover a criança e a ex-companheira. Ao mesmo tempo, pediu a guarda do garoto alegando que detinha mais condições, inclusive financeiras, para assumir a criança. Sem sucesso. ‘‘Sempre havia manifestado isso. Mas esse tipo de processo é dado como perdido’’. Mesmo assim, passou a ir à casa da ex-companheira todos os dias para ver o menino.

Quando a mãe de João casou novamente, teve que se mudar para o Interior com o novo marido. Concordou então em deixar João morando na casa do pai. Carlos conta que o contato entre mãe e filho diminuiu com a distância. Ele garante que os telefonemas são incentivados por ele, para que o menino mantenha o vínculo materno.

Carlos considera que nesses quatro anos pode ‘‘viver intensamente a paternidade’’. Ele diz que não quer se separar do filho, perder o convívio. No entanto, a guarda legal continua com a mãe. A história é real, mas para evitar que os envolvidos sejam expostos, foram usados nomes fictícios.

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