Fortaleza
ASSALTO AO
BANCO CENTRAL
Mulher teria partipado da ação
O furgão usado pela quadrilha foi localizado e periciado pela PF no Ceará
Demitri Túlio
da Redação
11 Ago 2005 - 02h03min
Depois de avisada por um dono de estacionamento no Centro Fortaleza, a Polícia Federal (PF) no Ceará recolheu o furgão Renault Trafic, de placa HOY - 0734 para ser periciado. O veículo, foi um dos carros utilizados pela quadrilha que assaltou o Banco Central (BC) no último fim de semana. Na terça-feira,9, O POVO noticiou com exclusividade o número da placa e um recibo que trazia o nome do suposto líder da ação criminosa na capital cearense.
No carro, tipo microônibus, os peritos encontraram um maço de R$ 5 mil reais e mais R$ 350 em notas soltas de cinqüenta reais e indícios que, entre os integrantes da quadrilha, pode existir uma mulher. A suspeita foi levantada depois que a PF recolheu do piso do furgão pontas (filtros) de cigarro e no meio delas, uma suja de batom. ''É material para se fazer teste de DNA'', comentava um policial.
O alerta sobre a localização do furgão foi dado por Valdis Vasconcelos, 47, proprietário do estacionamento do ''antigo Ibeu-Centro'' na última terça-feira. Segundo Vasconcelos, o carro foi deixado na Solon Pinheiro, 58, no último sábado por volta da 17 horas por um homem que depois saiu a pé. ''Desconfiei, o cara ficou de vir buscar o carro na segunda-feira (8) e ontem já era terça (10) e nada. Liguei pra polícia'', disse.
Ainda na noite da última terça-feira, os policiais federais rebocaram o furgão branco e o levaram para ser periciado. Durante todo o dia de ontem, os peritos da PF trabalharam em busca de pistas científicas que pudessem traçar caminhos que levassem à localização dos integrantes da quadrilha do BC.
Além dos restos de cigarro, os policiais federais recolheram para ser examinados lacres usados pelo Banco do Brasil e Central, datados de 17 de março de 2005 e 11 de abril de 2003, carimbados com a palavra ''dilacerados''. Dezenas de sacos de nylon secos, do tipo utilizado para ensacar 60 quilos de açúcar, também foram catalogados como pista. Eles estavam na Van e teriam sido usado para transportar a areia do túnel.
Também foi levado para o laboratório da Polícia Federal, duas caixas de suporte para fita lacradora CIS T-336, uma bolsa pequena azul, duas garrafas plásticas de Coca-Cola (uma vazia e outra contendo uma porção de um líquido amarelado), um adesivo da empresa Grama Sintética e areia.
De acordo com informações publicadas em O POVO, na edição de ontem, o documento do furgão não está no nome de Paulo Sérgio de Souza - suposto líder da quadrilha em Fortaleza. Segundo os peritos da PF, o veículo ainda pertenceria de direito a Antonio Nilson dos Santos e foi negociado na Santana Veículos no dia 8 de junho deste ano.
Segundo depoimento prestado na PF por Antonio Ferreira de Aguiar, dono da concessionária, a Trafic foi vendida por R$ 28 mil e Paulo Sérgio pagou à vista em dinheiro. Ele teria informado ao dono da Santana Veículos, irmão de Antonio Nilson dos Santos, que os R$ 28 mil do negócio seriam oriundos da venda de um apartamento que possuía em Recife (PE).
Além da Trafic, ano 1997, modelo 1998, o grupo que assaltou o BC, ainda teria comprado na concessionária uma Kombi 1992 por R$ 4 mil. Na PF, Antonio Ferreira disse que o carro teria sido devolvido por Paulo Sérgio sob a alegativa que não agüentava transportar areia. Além do furgão e da Kombi, a quadrilha teria usado também um Gol Branco e caminhões.
No carro, tipo microônibus, os peritos encontraram um maço de R$ 5 mil reais e mais R$ 350 em notas soltas de cinqüenta reais e indícios que, entre os integrantes da quadrilha, pode existir uma mulher. A suspeita foi levantada depois que a PF recolheu do piso do furgão pontas (filtros) de cigarro e no meio delas, uma suja de batom. ''É material para se fazer teste de DNA'', comentava um policial.
O alerta sobre a localização do furgão foi dado por Valdis Vasconcelos, 47, proprietário do estacionamento do ''antigo Ibeu-Centro'' na última terça-feira. Segundo Vasconcelos, o carro foi deixado na Solon Pinheiro, 58, no último sábado por volta da 17 horas por um homem que depois saiu a pé. ''Desconfiei, o cara ficou de vir buscar o carro na segunda-feira (8) e ontem já era terça (10) e nada. Liguei pra polícia'', disse.
Ainda na noite da última terça-feira, os policiais federais rebocaram o furgão branco e o levaram para ser periciado. Durante todo o dia de ontem, os peritos da PF trabalharam em busca de pistas científicas que pudessem traçar caminhos que levassem à localização dos integrantes da quadrilha do BC.
Além dos restos de cigarro, os policiais federais recolheram para ser examinados lacres usados pelo Banco do Brasil e Central, datados de 17 de março de 2005 e 11 de abril de 2003, carimbados com a palavra ''dilacerados''. Dezenas de sacos de nylon secos, do tipo utilizado para ensacar 60 quilos de açúcar, também foram catalogados como pista. Eles estavam na Van e teriam sido usado para transportar a areia do túnel.
Também foi levado para o laboratório da Polícia Federal, duas caixas de suporte para fita lacradora CIS T-336, uma bolsa pequena azul, duas garrafas plásticas de Coca-Cola (uma vazia e outra contendo uma porção de um líquido amarelado), um adesivo da empresa Grama Sintética e areia.
De acordo com informações publicadas em O POVO, na edição de ontem, o documento do furgão não está no nome de Paulo Sérgio de Souza - suposto líder da quadrilha em Fortaleza. Segundo os peritos da PF, o veículo ainda pertenceria de direito a Antonio Nilson dos Santos e foi negociado na Santana Veículos no dia 8 de junho deste ano.
Segundo depoimento prestado na PF por Antonio Ferreira de Aguiar, dono da concessionária, a Trafic foi vendida por R$ 28 mil e Paulo Sérgio pagou à vista em dinheiro. Ele teria informado ao dono da Santana Veículos, irmão de Antonio Nilson dos Santos, que os R$ 28 mil do negócio seriam oriundos da venda de um apartamento que possuía em Recife (PE).
Além da Trafic, ano 1997, modelo 1998, o grupo que assaltou o BC, ainda teria comprado na concessionária uma Kombi 1992 por R$ 4 mil. Na PF, Antonio Ferreira disse que o carro teria sido devolvido por Paulo Sérgio sob a alegativa que não agüentava transportar areia. Além do furgão e da Kombi, a quadrilha teria usado também um Gol Branco e caminhões.
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