Fortaleza
CARAVANA DE NATAL
Noite de solidariedade no Centro
Cerca de 300 pessoas participaram, no último sábado, da 25ª edição da Caravana de Natal, no Centro. Maioria integrante do Centro Espírita João, o Evangelista (Ceje), eles caminharam pelas ruas durante a noite da véspera de Natal distribuindo roupas, brinquedos e alimentos a moradores de rua
Rafael Luis
da Redação
26 Dez 2005 - 02h25min
''Vim pela primeira vez em 2004, mas não trouxe meu filho. Achei muito bonito o que as pessoas faziam, e, a partir de agora, quero que Cauê aprenda desde cedo que a gente tem que ser fraterno com nossos semelhantes''
Luciana Cândido, secretária
A secretária Luciana Cândido, 29, moradora do Monte Castelo, passou a tarde da véspera de Natal separando roupinhas que não cabiam mais no filho Cauê Traven, 2. À noite, ela vestiu a criança com uma roupa de Papai Noel e foi ao Centro distribuir os presentes a moradores de rua. O gesto de compaixão foi motivado pela 25ª edição da Caravana de Natal, tradicional evento promovido no último sábado pelo Centro Espírita João, o Evangelista (Ceje), da Parquelândia, que Luciana conheceu há dois anos.
A secretária deixou o filho entregar a sacola de roupas para os filhos de uma mulher sentada no chão da praça do BNB, de onde partiu a Caravana de Natal em direção a vários pontos do Centro. Cauê deu a mão às crianças e ficou brincando, sem interferência da mãe. ''Vim pela primeira vez em 2004, mas não trouxe meu filho. Achei muito bonito o que as pessoas faziam, e, a partir de agora, quero que Cauê aprenda desde cedo que a gente tem que ser fraterno com nossos semelhantes'', afirma Luciana.
Na Caravana de Natal, cerca de 300 pessoas de 15 centros espíritas de Fortaleza vão ao Centro na noite do dia 24 de dezembro distribuir roupas, brinquedos, alimentos e uma palavra de conforto a moradores de rua. O evento, criado em 1981, começou com menos de 10 participantes, e, hoje, já atrai adeptos de vários outros credos. ''Cerca de 50% das pessoas não são espíritas. Quem está aqui é porque tem Cristo no coração e quer dividir um pouco do que tem com quem não tem nada'', aponta Pedro Henrique Camelo, 37, um dos organizadores do evento.
Da praça do BNB, a Caravana de Natal parte em cinco rotas diferentes pelas ruas do Centro, cantando músicas e distribuindo presentes. Tocados pela situação de alguns moradores de rua, dormindo sob folhas de papelão na calçada das lojas, sob forte cheiro de urina, vários participantes choram durante a caminhada. ''Mais do que dar um presente, é gratificante dividir com os moradores de rua a palavra de Cristo, que pregava que a gente deve se preocupar com o semelhante como se fosse nós mesmos'', explica Pedro Henrique.
O evento começou às 18 horas e terminou por volta das 21h, com o retorno dos cinco grupos à Praça do BNB. Para eles, as três horas de oração e caminhada alimentam o espírito para mais um ano de vida. ''Mesmo que muitos não entendam o que a gente faz, ao trocar algumas horas do Natal com nossas famílias para ficar no Centro, nós vamos para casa renovados'', afirma Pedro Henrique. ''A gente vivencia o Natal, dia do nascimento de Cristo, de uma forma muito mais intensa assim''.
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Cerca de 300 pessoas participaram, no último sábado, da 25ª edição da Caravana de Natal, no Centro. Maioria integrante do Centro Espírita João, o Evangelista (Ceje), eles caminharam pelas ruas durante a noite da véspera de Natal distribuindo roupas, brinquedos e alimentos a moradores de rua
Rafael Luis
da Redação
26 Dez 2005 - 02h25min
''Vim pela primeira vez em 2004, mas não trouxe meu filho. Achei muito bonito o que as pessoas faziam, e, a partir de agora, quero que Cauê aprenda desde cedo que a gente tem que ser fraterno com nossos semelhantes''
Luciana Cândido, secretária
A secretária Luciana Cândido, 29, moradora do Monte Castelo, passou a tarde da véspera de Natal separando roupinhas que não cabiam mais no filho Cauê Traven, 2. À noite, ela vestiu a criança com uma roupa de Papai Noel e foi ao Centro distribuir os presentes a moradores de rua. O gesto de compaixão foi motivado pela 25ª edição da Caravana de Natal, tradicional evento promovido no último sábado pelo Centro Espírita João, o Evangelista (Ceje), da Parquelândia, que Luciana conheceu há dois anos.
A secretária deixou o filho entregar a sacola de roupas para os filhos de uma mulher sentada no chão da praça do BNB, de onde partiu a Caravana de Natal em direção a vários pontos do Centro. Cauê deu a mão às crianças e ficou brincando, sem interferência da mãe. ''Vim pela primeira vez em 2004, mas não trouxe meu filho. Achei muito bonito o que as pessoas faziam, e, a partir de agora, quero que Cauê aprenda desde cedo que a gente tem que ser fraterno com nossos semelhantes'', afirma Luciana.
Na Caravana de Natal, cerca de 300 pessoas de 15 centros espíritas de Fortaleza vão ao Centro na noite do dia 24 de dezembro distribuir roupas, brinquedos, alimentos e uma palavra de conforto a moradores de rua. O evento, criado em 1981, começou com menos de 10 participantes, e, hoje, já atrai adeptos de vários outros credos. ''Cerca de 50% das pessoas não são espíritas. Quem está aqui é porque tem Cristo no coração e quer dividir um pouco do que tem com quem não tem nada'', aponta Pedro Henrique Camelo, 37, um dos organizadores do evento.
Da praça do BNB, a Caravana de Natal parte em cinco rotas diferentes pelas ruas do Centro, cantando músicas e distribuindo presentes. Tocados pela situação de alguns moradores de rua, dormindo sob folhas de papelão na calçada das lojas, sob forte cheiro de urina, vários participantes choram durante a caminhada. ''Mais do que dar um presente, é gratificante dividir com os moradores de rua a palavra de Cristo, que pregava que a gente deve se preocupar com o semelhante como se fosse nós mesmos'', explica Pedro Henrique.
O evento começou às 18 horas e terminou por volta das 21h, com o retorno dos cinco grupos à Praça do BNB. Para eles, as três horas de oração e caminhada alimentam o espírito para mais um ano de vida. ''Mesmo que muitos não entendam o que a gente faz, ao trocar algumas horas do Natal com nossas famílias para ficar no Centro, nós vamos para casa renovados'', afirma Pedro Henrique. ''A gente vivencia o Natal, dia do nascimento de Cristo, de uma forma muito mais intensa assim''.
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