Fortaleza
AUTISMO
Convênio leva mais recurso para a Casa da Esperança
A Fundação Casa da Esperança, que trata de pessoas com autismo, está realizando um encontro com profissionais e pesquisadores
21 Jun 2006 - 03h30min
Participam da reunião o professor e pesquisador da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, o médico Thomas Morgan; o geneticista da Universidade de São Paulo (USP) Guilherme Orabonna, além de outros profissionais da saúde e funcionários da Casa da Esperança. O encontro pretende firmar convênio entre a entidade e a universidade americana, com o apoio das demais instituições. Thomas Morgan visitou ontem a instituição e, a partir de hoje, visitará algumas famílias de autistas.
É a segunda vez que o médico americano vai à Casa da Esperança. A primeira foi em novembro do ano passado. "Fiquei muito animado em retornar aqui. Queremos ajudar promovendo intercâmbios culturais e treinando estudiosos brasileiros", diz o médico, que pesquisa autismo há cinco anos. O que mais chamou a atenção do americano foram as formas de entretenimento destinadas aos pacientes: "Eu nunca vi uma criança com autismo tão feliz como eu vejo aqui".
A Fundação Casa da Esperança é uma organização não governamental (ONG) fundada há 13 anos pela pediatra Fátima Dourado, hoje presidente da entidade, quando teve um de seus dois filhos autistas expulso da escola por apresentar agressividade, característica do distúrbio. A entidade atende, atualmente, 260 pessoas de dois a 40 anos de idade. A instituição possui três salas de alfabetização, uma sala de educação de jovens e adultos e oficinas terapêuticas, que variam de informática e música a artesanato. Muitos produtos já estão sendo confeccionados para exibição no Congresso Brasileiro de Autismo, a ser realizado em novembro.
As famílias dos pacientes autistas também são atendidas pela Fundação e participam de terapias e oficinas de bordado. "As atividades são feitas para que o grupo aceite bem e vivencie com o autista", diz Fátima Dourado. De acordo com ela, a Casa tem conseguido inserir muitos alunos na rede regular de ensino e alguns pacientes têm, inclusive, conquistado aprovação no vestibular.
Conforme o psicólogo e coordenador técnico da entidade, Adriano Pordeus, as causas do autismo são variadas. Mãe com rubéola na gravidez é um fator de risco para o autismo assim como gêmeos idênticos também têm maior possibilidade de adquirirem o distúrbio.
No próximo dia 26, ocorrerá um concerto no Theatro José de Alencar a partir das 20 horas. As músicas Virgínia Hogan e Karen Davis farão a apresentação cuja renda será revertida à Casa da Esperança. O ingresso custa R$ 20 e está sendo vendido na sede da entidade e na bilheteria do teatro.
SERVIÇO
A Fundação Casa da Esperança é localizada na rua Francílio Dourado, 11, no bairro Luciano Cavalcante. O telefone é (85) 3081.4873.
SOBRE O AUTISMO
- É um problema genético cujas causas são variadas.
- Caracterizado por grave distúrbio na capacidade de comunicação.
- Dificuldade de socialização.
- Dificuldade em compreender a linguagem não-verbal.
- Normalmente, os autistas não olham nos olhos das outras pessoas.
- Boa parte dos autistas não fala.
- Quando falam, costumam usar a 3ª pessoa e usam bastante a repetição.
- Têm uma fala monótona que independe da emoção. Falam sempre no mesmo tom.
- Apresentam dificuldade em perceber emoções.
- Não lidam bem com mudanças.
- A proporção mundial é de que para cada quatro homens, exista uma mulher autista.
- Segundo estatística, de cada mil habitantes, pelo menos três desenvolverão o autismo.
- Não há cura, mas existe tratamento.
Fonte: Fundação Casa da Esperança
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20/09/2009
19:26
Gostaria muito de poder colaborar com esse trabalho sendo voluntária. E principalmenteter a oportunidade de conhecer melhor essas pessoas sabendo qual a melhor forma de lidar, para poder ajudar melhor.
Fernanda Monteiro Caldeira
20/09/2009
19:21
gostaria muito de colaborar com um trabalho voluntário. E principalmente conhecer melhor essa patologia para poder ajudar melhor.
Fernanda Monteiro Caldeira
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