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PROVEDORES
Gratuitos não ameaçam
Provedores pagos não se preocupam com a segunda geração da Intenet grátis e apostam em seviços diferenciados para manter e atrair mais os consumidores
[08 04h42min]
A entrada das companhias telefônicas Telemar e Brasil Telecom no mercado de Internet gratuita, que fez surgir novos provedores (hoje em Fortaleza existem o Ig, o Ubbi Free e o Ibest), pode até incomodar um pouco, mas não representa um grande perigo para as empresas de acesso pago. Ao menos, essa é a opinião dos entrevistados por Inform@tica. Todos acreditam e investem nos serviços diferenciados como forma de manter e expandir o número de consumidores.
Francisco Araújo, diretor técnico da Secrelnet, aponta como principais serviços oferecidos pelo provedor "o suporte técnico, o atendimento personalizado ao usuário e a oferta de linhas suficientes para evitar congestionamento nas horas de pico", além de produtos como acesso em banda larga, servidores de jogos, fax interurbanos gratuitos e servidor de Irc. Araújo também afirma que não teme os gratuitos porque, para ele, quem usa esse tipo de serviço "geralmente tem outro pago. Se o gratuito parar, ele vai ficar sem Internet e não terá para quem reclamar".
Diferenciação é, ainda, a aposta do Terra, provedor nacional que também oferece o serviço em Fortaleza. Segundo o diretor de acesso Fernando Madeira, "os clientes reconhecem que oferecemos um serviço de qualidade, com e-mails ilimitados, uma relação otimizada entre número de usuários e quantidade de linhas disponíveis e suporte gratuito através de telefone" - via 0800. Outros produtos do provedor são o Clube Terra, o E-mail Protegido, Rádio Pessoal e Terra Karaokê.
Além disso, ele também assegura que a empresa vem acompanhando a presença dos provedores gratuitos no mercado desde seu surgimento, e elas não apresentam um índice de crescimento maior que o dos pagos. Ainda de acordo com o diretor de acesso, os gratuitos concorrem principalmente entre eles mesmos. "O Ibest, por exemplo, está tomando mercado do Ig, não de nós", diz.
Já para a América Online, o principal produto ofertado para conquistar os consumidores é o conteúdo exclusivo (a empresa de entretenimento Time-Warner faz parte do grupo). Sobre os gratuitos, Milton Camargo, vice-presidente do provedor no Brasil, afirma que desde o início do Ig, a Aol se posicionou com um fornecedor de serviço com valor agregado. E completa: "Nós não acreditamos nesse modelo. O histórico mostra que a tendência é esses provedores de acesso grátis fecharem".
Ele também afirma que a empresa oferece facilidades, como um navegador integrado com programa de mail e mensageiro instantâneo. "Por tudo isso, nossos usuários ficam até 60% mais tempo navegando nas nossas páginas que os dos demais provedores", garante Camargo. Inform@tica também procurou a assessoria de imprensa do Universo On-line, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
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