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A elegância da divina e eternamente chic Audrey Hepburn retorna à cena em quatro DVDs
31 Ago 2002 - 16h03min
A divina e eternamente chique Audrey Hepburn retorna à cena numa coleção especial de DVDs, que traz numa só e luxuosa caixa quatro distintos exemplos de sua maestria em interpretar a mesma personagem de forma sutilmente diferente: uma bela jovem que encanta e se deixa envolver, transforma-se ou transtorna delicada e eficazmente o mundo ao seu redor. Estamos falando da nobre atriz belga, filha de banqueiro com duquesa, que emoldurou perfeitamente o símbolo de elegância e estilo em Hollywood, que pode ser admirada agora nas versões digitais de "Sabrina" (1954), "Cinderela em Paris"(1956), "Bonequinha de Luxo" (1961) e "Quando Paris Alucina" (1963).
O mito de Audrey Hepburn remete imediatamente à imagem da personificação não somente da beleza e garbo, mas que trouxe ao mundo mundano das estrelas um sabido ar de distinção. O ícone Audrey marcou a moda e a possibilidade de ser humana, mesmo numa época em que a grande diva era mesma a deliciosamente desequilibrada perfeição loira de Marilyn Monroe, até hoje eleita entre as mulheres mais sexies, tendo uma infinidade de fãs ardentes, o que lhe valeu há pouco um pacote com 13 dos seus filmes em DVD.
Audrey, que viveu além da fama artística até que o câncer a levou em 1993, aos 64 anos, ganha na digitalização desses quatro filmes da Paramount, uma breve homenagem. Se o quarteto fílmico não mostra todo seu talento, no mínimo exibe muito do seu potencial e grandeza, em personalidade e interpretação. Ela exala e confunde-se na espontaneidade de uma criança, na delicadeza de uma moça, nas artimanhas de uma mulher e nos capciosos enigmas que vestem e mesclam-se em vigorosa tentação. A atriz, que não temeu encarar os palcos, mesmo depois de ganhar o Oscar de Melhor Atriz logo em seu primeiro filme de peso, "A Princesa e o Plebeu" (1953) dirigida pelo hábil William Wyler para viver uma filha da realeza que esquece a coroa e aventura-se em Roma com Gregory Peck, invadiu novamente as telas um ano depois, inaugurando sua referencial e constante ligação com o sucesso e com Paris.
Em "Sabrina", do grande Billy Wilder, que nos deixou órfãos em março desse ano, ela é a bela e sonhadora filha do motorista de uma rica família americana, que apaixona-se por um dos filhos do patrão. O alvo de seu coração é o mais fanfarrão e folgado dos herdeiros, David Larabee (Willian Holden), que já teve três esposas. Para sair do avassalador envolvimento, Sabrina vai a Paris aprender como se cozinha e, embora entretida pelas apetitosas aulas, além de ganhar estilo e finesse à la francesa, sua cabeça continua totalmente ligada ao jovem milionário. Assim, quando retorna aos EUA, acaba deixando louco também o primogênito dos Larabee, no caso, Linus (Humphrey Bogart), que é diametralmente o oposto ao irmão David, ou seja, responsável, batalhador e tímido, mas se transtorna ao notar que o mano também está agora de olho na repaginada Sabrina, que por sua vez, não sabe ao certo com quem se acerta. Essa é a deixa para o insuperável Wilder fazer o que mais sabe, uma cômica disputa, que enternece e torna-se um clássico, abrilhantado pela doce exuberância e dissimulação da também eterna Audrey.
Que Julia Ormond perdoe, mas seu trabalho no quase imperceptível remake de "Sabrina", não merece mesmo ser lembrado como o mesmo filme que um dia foi dominado por Audrey Hepburn. Aliás, dominar é a arte que Audrey se impõe mesmo quando a já estrela, casada com o ator Mel Ferrer, virou mãe de um filho do astro com quem fez também um dos seus clássicos, "Guerra e Paz" (1956). Mas enfim, no musical "Cinderela em Paris", primeiro dos três grandes filmes que fez com Stanley Donen, Hepburn mostra-se à vontade como uma esperta vendedora de livros nova-iorquina que deseja ir a Paris conhecer o intringante universo do enfaticalismo, a tal comunicação através da empatia. Mas, ironicamente, a "bibliotecomaníaca" acaba indo à capital francesa mostrar a bela face. Vira modelo, quando um fotógrafo (Fred Astaire) apaixona-se por ela e resolve transformá-la numa graciosa top de mil carões. O musical é uma soberba obra, que prima tanto no figurino como nas sarcásticas interpretações, enquanto Audrey, linda para variar, faz caras e bocas, usando os mais diversos e inusitados modelitos e caindo nos braços do exímio dançarino e sortudo partner.
A face divertida de Audrey continuou marcando clássicas comédias como "My Fair Lady" (1964), de George Cukor, ou mesmo trabalhos magistrais como o ardilosamente sedutor "Charada" (1963), ao lado de Cary Grant e novamente sob as lentes de Donen, como ainda no dramático "Uma Estrada para Dois" (67), em que faz uma sofrida madura mulher madura que retorna ao marido, depois de tê-lo abandonado. Nesse ínterim já é definitiva. Afinal, a "Bonequinha de Luxo", de Blake Edwards, nos leva com ela a sonhar e entoar despretenciosamente "Moon River", neste filme, misto de romance cômico e reflexão dos gêneros urbanos, baseado no conto de Truman Capote, que inicialmente queria, imaginem, a turbinadíssima Marilyn Monroe no papel.
Audrey disfarçou sua fatídica voracidade por homens na vida real _ dizem que seduziu realmente inúmeros parceiros, embora quisesse mesmo era ser mamãe a vida toda, tendo somente seu segundo bebê com o último marido Andréa Dotti. Fez-se a Holly Golightly de "Bonequinha de Luxo", uma liberada garota meio abilolada, que saiu da matutice interiorana para viver nas nuvens requintadas de Nova Iorque, mesmo estando sempre tocando as pontas dos pés no chão de suas várias realidades. Passa de festas às tormentas com vizinhos, perde horas namorando os diamantes da Tiffany's, que não pode ter, só se fisgasse um amante endinheirado, mas não quer mesmo é deixar de pegar o amor quando ele por ela passar.
Uma das melhores comédias românticas já realizadas, muito devido a singular e personalíssima interpretação de Audrey, "Bonequinha..." parece um mágico apresentando o glamour, cinismo e (des)encantos de Nova York e dos seus excêntricos habitantes, cheios de desfaçatez. Nos ingredientes deste clássico, o entre-e-sai dos apartamentos, as dolorosas e fantasiadas reentrâncias no passado da protagonista, as baladas e a camaradagem que de amizade vira atração dela e acaba por fim magnetizando o belo jovem que vive no andar de baixo, sustentado por mulher mais velha e interpretado por George Peppard.
Se no início dos anos 60 era diva total, no final queria deixar Hollywood. Antes Audrey fez carreira, incluindo nela "Quando Paris Alucina", leve comédia, sem grandes pretensões, que até peca no ritmo, mas zomba eficaz e cinicamente com a Meca do cinemão americano, com suas armadilhas, brilho e domínio sob quem a fez. A trama simples e divertida, que traz participações especiais de Marlene Dietrich e Tony Curtis, introduz novamente Audrey numa história com seu ex-cacho William Holden, desta vez fazendo um escritor americano em Paris, que já recebeu uma bolada para escrever o roteiro de um filme, mas só consegue gastar o tempo em porres e turismo romântico na exuberante capital do amor. Pressionado para entregar em dois dias o enredo do que só tem o título, entra em séria crise e contrata uma datilógrafa (Audrey) na tentativa de sair do limbo.
A bela profissional mexe muito mais que os dedinhos nas teclas para salva-lo, conseguindo extrair não apenas o roteiro "que já estava todo na cabeça" do escritor, mas o verdadeiro dom de iludir que o farsesco profissional sabe mais usar para seduzir que para findar o argumento do filme. Audrey, linda como sempre, usa sua sensualidade pueril para forçar sua personagem a parecer envolvida, enquanto, na verdade, seu bote é dado exatamente ao conseguir fazer com que a sua presa reaja como melhor sabe.
Não é difícil compreender porque ser como Audrey, mais até do que ser qualquer uma de suas personagens, virou mania. Muito pela beleza da atriz, mas, sobretudo pelo seu simples jeitinho diferente de ser encantadoramente comum. Marcou os modelos Givenchy com sua silhueta reta, envolvida pelo discreto charme e modo inteligente de ser chique sem exageros, ou ainda, exagerando para ficar galantemente básica e feminina. Esses quatro filmes reunidos, embora sejam mais parar rir que para pensar, mostram bem como a longilínea Audrey pôde enfrentar as curvas da determinante Monroe com a certeira inocência de seus grandes olhos, do rosto carismático e da nata sofisticação, que a fez de rica ou pobre, donzela com bem camuflada perversidade.
As facetas que Audrey acumulou não são tão diferentes da beldade humanitária, que embandeirou socorro às crianças e desterrados como embaixadora da Unicef em 1988 ou do anjo encarnado que fez no filme de Steven Spielberg, "Além da Eternidade" (1989). Ainda não surgiu uma mulher como Audrey. E Jennifer Love Hewitt, que em 2000 foi Audrey numa razoável cinebiografia para a rede de televisão ABC, vai ter que suar muito para alcança-la. Terá mais uma chance ao protagonizar "Por Que Eu Não Posso Ser Audrey Hepburn?", comédia romântica na qual é uma mulher de sucesso na TV, cujo mundo rui ao ser abandonada no altar e demitida. Envolve-se então com o padrinho do ex-noivo, que, como ela, parece amar os filmes de Audrey, até perceber que para o novo amado, a vida da diva é um mero artifício de seduções. Audrey Hepburn continua encantando...
O mito de Audrey Hepburn remete imediatamente à imagem da personificação não somente da beleza e garbo, mas que trouxe ao mundo mundano das estrelas um sabido ar de distinção. O ícone Audrey marcou a moda e a possibilidade de ser humana, mesmo numa época em que a grande diva era mesma a deliciosamente desequilibrada perfeição loira de Marilyn Monroe, até hoje eleita entre as mulheres mais sexies, tendo uma infinidade de fãs ardentes, o que lhe valeu há pouco um pacote com 13 dos seus filmes em DVD.
Audrey, que viveu além da fama artística até que o câncer a levou em 1993, aos 64 anos, ganha na digitalização desses quatro filmes da Paramount, uma breve homenagem. Se o quarteto fílmico não mostra todo seu talento, no mínimo exibe muito do seu potencial e grandeza, em personalidade e interpretação. Ela exala e confunde-se na espontaneidade de uma criança, na delicadeza de uma moça, nas artimanhas de uma mulher e nos capciosos enigmas que vestem e mesclam-se em vigorosa tentação. A atriz, que não temeu encarar os palcos, mesmo depois de ganhar o Oscar de Melhor Atriz logo em seu primeiro filme de peso, "A Princesa e o Plebeu" (1953) dirigida pelo hábil William Wyler para viver uma filha da realeza que esquece a coroa e aventura-se em Roma com Gregory Peck, invadiu novamente as telas um ano depois, inaugurando sua referencial e constante ligação com o sucesso e com Paris.
Em "Sabrina", do grande Billy Wilder, que nos deixou órfãos em março desse ano, ela é a bela e sonhadora filha do motorista de uma rica família americana, que apaixona-se por um dos filhos do patrão. O alvo de seu coração é o mais fanfarrão e folgado dos herdeiros, David Larabee (Willian Holden), que já teve três esposas. Para sair do avassalador envolvimento, Sabrina vai a Paris aprender como se cozinha e, embora entretida pelas apetitosas aulas, além de ganhar estilo e finesse à la francesa, sua cabeça continua totalmente ligada ao jovem milionário. Assim, quando retorna aos EUA, acaba deixando louco também o primogênito dos Larabee, no caso, Linus (Humphrey Bogart), que é diametralmente o oposto ao irmão David, ou seja, responsável, batalhador e tímido, mas se transtorna ao notar que o mano também está agora de olho na repaginada Sabrina, que por sua vez, não sabe ao certo com quem se acerta. Essa é a deixa para o insuperável Wilder fazer o que mais sabe, uma cômica disputa, que enternece e torna-se um clássico, abrilhantado pela doce exuberância e dissimulação da também eterna Audrey.
Que Julia Ormond perdoe, mas seu trabalho no quase imperceptível remake de "Sabrina", não merece mesmo ser lembrado como o mesmo filme que um dia foi dominado por Audrey Hepburn. Aliás, dominar é a arte que Audrey se impõe mesmo quando a já estrela, casada com o ator Mel Ferrer, virou mãe de um filho do astro com quem fez também um dos seus clássicos, "Guerra e Paz" (1956). Mas enfim, no musical "Cinderela em Paris", primeiro dos três grandes filmes que fez com Stanley Donen, Hepburn mostra-se à vontade como uma esperta vendedora de livros nova-iorquina que deseja ir a Paris conhecer o intringante universo do enfaticalismo, a tal comunicação através da empatia. Mas, ironicamente, a "bibliotecomaníaca" acaba indo à capital francesa mostrar a bela face. Vira modelo, quando um fotógrafo (Fred Astaire) apaixona-se por ela e resolve transformá-la numa graciosa top de mil carões. O musical é uma soberba obra, que prima tanto no figurino como nas sarcásticas interpretações, enquanto Audrey, linda para variar, faz caras e bocas, usando os mais diversos e inusitados modelitos e caindo nos braços do exímio dançarino e sortudo partner.
A face divertida de Audrey continuou marcando clássicas comédias como "My Fair Lady" (1964), de George Cukor, ou mesmo trabalhos magistrais como o ardilosamente sedutor "Charada" (1963), ao lado de Cary Grant e novamente sob as lentes de Donen, como ainda no dramático "Uma Estrada para Dois" (67), em que faz uma sofrida madura mulher madura que retorna ao marido, depois de tê-lo abandonado. Nesse ínterim já é definitiva. Afinal, a "Bonequinha de Luxo", de Blake Edwards, nos leva com ela a sonhar e entoar despretenciosamente "Moon River", neste filme, misto de romance cômico e reflexão dos gêneros urbanos, baseado no conto de Truman Capote, que inicialmente queria, imaginem, a turbinadíssima Marilyn Monroe no papel.
Audrey disfarçou sua fatídica voracidade por homens na vida real _ dizem que seduziu realmente inúmeros parceiros, embora quisesse mesmo era ser mamãe a vida toda, tendo somente seu segundo bebê com o último marido Andréa Dotti. Fez-se a Holly Golightly de "Bonequinha de Luxo", uma liberada garota meio abilolada, que saiu da matutice interiorana para viver nas nuvens requintadas de Nova Iorque, mesmo estando sempre tocando as pontas dos pés no chão de suas várias realidades. Passa de festas às tormentas com vizinhos, perde horas namorando os diamantes da Tiffany's, que não pode ter, só se fisgasse um amante endinheirado, mas não quer mesmo é deixar de pegar o amor quando ele por ela passar.
Uma das melhores comédias românticas já realizadas, muito devido a singular e personalíssima interpretação de Audrey, "Bonequinha..." parece um mágico apresentando o glamour, cinismo e (des)encantos de Nova York e dos seus excêntricos habitantes, cheios de desfaçatez. Nos ingredientes deste clássico, o entre-e-sai dos apartamentos, as dolorosas e fantasiadas reentrâncias no passado da protagonista, as baladas e a camaradagem que de amizade vira atração dela e acaba por fim magnetizando o belo jovem que vive no andar de baixo, sustentado por mulher mais velha e interpretado por George Peppard.
Se no início dos anos 60 era diva total, no final queria deixar Hollywood. Antes Audrey fez carreira, incluindo nela "Quando Paris Alucina", leve comédia, sem grandes pretensões, que até peca no ritmo, mas zomba eficaz e cinicamente com a Meca do cinemão americano, com suas armadilhas, brilho e domínio sob quem a fez. A trama simples e divertida, que traz participações especiais de Marlene Dietrich e Tony Curtis, introduz novamente Audrey numa história com seu ex-cacho William Holden, desta vez fazendo um escritor americano em Paris, que já recebeu uma bolada para escrever o roteiro de um filme, mas só consegue gastar o tempo em porres e turismo romântico na exuberante capital do amor. Pressionado para entregar em dois dias o enredo do que só tem o título, entra em séria crise e contrata uma datilógrafa (Audrey) na tentativa de sair do limbo.
A bela profissional mexe muito mais que os dedinhos nas teclas para salva-lo, conseguindo extrair não apenas o roteiro "que já estava todo na cabeça" do escritor, mas o verdadeiro dom de iludir que o farsesco profissional sabe mais usar para seduzir que para findar o argumento do filme. Audrey, linda como sempre, usa sua sensualidade pueril para forçar sua personagem a parecer envolvida, enquanto, na verdade, seu bote é dado exatamente ao conseguir fazer com que a sua presa reaja como melhor sabe.
Não é difícil compreender porque ser como Audrey, mais até do que ser qualquer uma de suas personagens, virou mania. Muito pela beleza da atriz, mas, sobretudo pelo seu simples jeitinho diferente de ser encantadoramente comum. Marcou os modelos Givenchy com sua silhueta reta, envolvida pelo discreto charme e modo inteligente de ser chique sem exageros, ou ainda, exagerando para ficar galantemente básica e feminina. Esses quatro filmes reunidos, embora sejam mais parar rir que para pensar, mostram bem como a longilínea Audrey pôde enfrentar as curvas da determinante Monroe com a certeira inocência de seus grandes olhos, do rosto carismático e da nata sofisticação, que a fez de rica ou pobre, donzela com bem camuflada perversidade.
As facetas que Audrey acumulou não são tão diferentes da beldade humanitária, que embandeirou socorro às crianças e desterrados como embaixadora da Unicef em 1988 ou do anjo encarnado que fez no filme de Steven Spielberg, "Além da Eternidade" (1989). Ainda não surgiu uma mulher como Audrey. E Jennifer Love Hewitt, que em 2000 foi Audrey numa razoável cinebiografia para a rede de televisão ABC, vai ter que suar muito para alcança-la. Terá mais uma chance ao protagonizar "Por Que Eu Não Posso Ser Audrey Hepburn?", comédia romântica na qual é uma mulher de sucesso na TV, cujo mundo rui ao ser abandonada no altar e demitida. Envolve-se então com o padrinho do ex-noivo, que, como ela, parece amar os filmes de Audrey, até perceber que para o novo amado, a vida da diva é um mero artifício de seduções. Audrey Hepburn continua encantando...
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