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Política

NOTAS FRIAS

Ex-prefeito condenado a seis anos de prisão

Acusado de participar de um esquema de venda de notas fiscais frias, o ex-prefeito de Morada Nova Glauber Barbosa Castro é sentenciado a seis anos e meio de cadeia, além da perda de direitos políticos. Mais quatro pessoas foram condenadas. Todos podem recorrer


25 Abr 2002 - 00h24min

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Glauber Castro, em foto de quando era prefeito: Justiça (Banco de dados 18/08/94)
O ex-prefeito de Morada Nova Glauber Barbosa Castro (PMDB) foi condenado a seis anos e seis meses de reclusão, em regime semi-aberto, pela participação de um esquema de comercialização de notas fiscais frias, no ano de 1993, e irregularidades em processos de licitação. A sentença, proferida pelo juiz Josias Nunes Vidal no último dia 23, também determina a cassação dos direitos políticos do ex-prefeito por cinco anos.

Além de Castro, foram condenados José Nailton Saldanha Maia, os irmãos José Willamy e Francisco Lavor e Francisco de Assis Isidório Alves, flagrado por auditores da Secretaria da Fazenda e policiais da Delegacia Distrital Central vendendo notas fiscais frias da empresa Francisco de Assis Studart Alves.

Numa operação conjunta com a polícia civil, os auditores da Sefaz passaram-se por comerciantes interessados em comprar as notas. Na hora do pagamento, foi dada a voz de prisão. No local, foram apreendidos documentos suspeitos, vários blocos de notas fiscais da empresa Comercial Mariano de Papéis Ltda. e outras notas emitidas em 15 de março de 1993 e 7 de maio de 1993 pela empresa Francisco de Assis Studart Alves - Fasa, em favor da Prefeitura.

Após confessar se passar por ''Francisco de Assis Studart Alves'' para confeccionar Carteira de Identidade e cartão de inscrição no CPF, falsos com objetivo de legalizar, na Junta Comercial, o Registro da Pessoa Jurídica como firma individual, Francisco de Assis Isidoro Alves disse que um dos blocos de notas fiscais seria entregue ao comerciante José Willamy Lavor.

Lavor seria responsável por vendas de notas fiscais frias a várias prefeituras do Ceará. Segundo o Ministério Público Estadual, o lucro das operações correspondia entre 3,5% e 5% do valor da venda de cada nota fiscal. Glauber Castro foi um dos vários prefeitos indiciados na época, depois de uma ação unificada da Secretaria de Segurança Pública, Sefaz e Tribunal de Contas do Estado.

O POVO tentou ouvir o ex-prefeito e os outros quatro condenados mas o telefones deles, com exceção de Francisco de Assis Isidoro Alves, não constam no serviço de informação. Alves não foi encontrado em casa nem deu retorno ao recado deixado com a secretária Francisca.

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