Política
TOQUE RETAL
Deputado diz ter sido "deflorado" em exame
Sargento Isidório (PT-BA) se inflamou na tribuna e fazia questão de mostrar com gestos exagerados e gritos, como o doutor foi rude
Biaggio Talento
da agência Estado
31 Mar 2005 - 04h22min
Reflexões sobre as agruras do exame de próstata, ocuparam grande parte do tempo da sessão do dia da Assembléia Legislativa da Bahia. Tudo porque o deputado Manoel Isidório de Santana de 43 anos, o Sargento Isidório do PT, usando o tempo cedido pela liderança da oposição na Casa, fez um áspero discurso contra o referido exame, ao qual havia se submetido pela primeira vez, na manhã de ontem, e, segundo ele, ainda estava ''vendo estrelas'' por uma suposta violência do médico . O exame é o mais recomendado para se prevenir o câncer de próstata e consiste no toque retal.
Classificando o exame de ''angustiante'', e exortando a Medicina a criar outro método que não ''penalize'' tanto os pacientes, Sargento Isidório se inflamou na tribuna e fazia questão de mostrar com gestos exagerados e gritos, como o doutor foi rude. Embora dizendo não querer se estender muito no assunto, por ser ''desmoralizante para um pai de família'' como ele, o deputado petista foi descrevendo o exame, enquanto seus colegas se divertiam no plenário. Entre se queixou, sobretudo, do fato de ser sido enganado sobre a forma como o exame de toque é feito e repetiu que ''foi horrível'' e quase desmaiou.
O deputado baiano usou cerca de 25 minutos descrevendo seu drama e foi interrompido pelo deputado e médico Targino Machado (PMDB), que pediu um aparte. Machado criticou o discurso apologético de Sargento Isidório contra o exame, considerando o procedimento o mais eficiente existente. Foi o suficiente para o petista voltar à carga repetindo toda a sua desagradável experiência.
Segundo o deputado petista, o que mais o deixou indignado foi que, após o exame, o médico abriu a porta e chamou o próximo paciente ''como se nada tivesse acontecido'', enquanto ele saia do consultório sentindo-se ''deflorado''.
Classificando o exame de ''angustiante'', e exortando a Medicina a criar outro método que não ''penalize'' tanto os pacientes, Sargento Isidório se inflamou na tribuna e fazia questão de mostrar com gestos exagerados e gritos, como o doutor foi rude. Embora dizendo não querer se estender muito no assunto, por ser ''desmoralizante para um pai de família'' como ele, o deputado petista foi descrevendo o exame, enquanto seus colegas se divertiam no plenário. Entre se queixou, sobretudo, do fato de ser sido enganado sobre a forma como o exame de toque é feito e repetiu que ''foi horrível'' e quase desmaiou.
O deputado baiano usou cerca de 25 minutos descrevendo seu drama e foi interrompido pelo deputado e médico Targino Machado (PMDB), que pediu um aparte. Machado criticou o discurso apologético de Sargento Isidório contra o exame, considerando o procedimento o mais eficiente existente. Foi o suficiente para o petista voltar à carga repetindo toda a sua desagradável experiência.
Segundo o deputado petista, o que mais o deixou indignado foi que, após o exame, o médico abriu a porta e chamou o próximo paciente ''como se nada tivesse acontecido'', enquanto ele saia do consultório sentindo-se ''deflorado''.
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