Política
EVOLUÇÃO
Com a palavra os deputados
O POVO entrou em contato com todos os deputados federais que são candidatos nestas eleições para falarem sobre a variação em suas declarações de bens. Confira trechos das respostas de cada deputado.Vicente Arruda (PSDB), Moroni Torgan (PFL), Aníbal Gomes (PMDB) e Mauro Benevides (PMDB) não responderam às tentativas de contato, via e-mails e telefonemas, da reportagem
16 Set 2006 - 20h10min
O POVO entrou em contato com todos os deputados federais que são candidatos nestas eleições para falarem sobre a variação em suas declarações de bens. Confira trechos das respostas de cada deputado.
Padre José Linhares (PP) - Informa que a variação patrimonial negativa é decorrência da "alienação de bens".
André Figueiredo (PDT) - Informou que sua evolução patrimonial neste período foi fruto da distribuição de lucros das empresas nas quais tem participação. Ressalta que a diferença reside principalmente nos aumentos de capital destas empresas.
Ariosto Holanda (PSB) - Esclareceu que a evolução fugiu da média dos 31%, "porque ao longo desse tempo recebi do governo federal indenização em torno de R$ 90 mil decorrente da lei da anistia, já que sou um anistiado da Petrobrás, que sofreu processo de cassação em 1965".
Bismarck Maia (PSDB) - Esclareceu que juntou à sua declaração de bens, à de sua mulher. Informou que apenas aumentou seu patrimônio com a aquisição de um veículo.
Eunício Oliveira (PMDB) - Diz que o resultado de sua variação patrimonial, de 8% ao ano e equivalente à 32% nos últimos quatro anos, deve-se a rendimentos oriundos de lucros ou dividendos distribuídos pela empresas das quais sou acionista há mais de 20 anos, bem como de atividade rural, agropecuária e aluguéis. Anexou documentos em reforço à sua versão.
Gonzaga Mota (PSDB) - Informou que no ano de 2002, seu imóvel residencial, "financiado junto à Caixa Econômica Federal, constava em minha declaração no valor de R$ 49,3 mil. Contudo já em 2006, o referido imóvel aparece em minha declaração de bens no valor de R$ 164,5 mil, diferença essa pertinente à diminuição do saldo devedor do financiamento habitacional, bem como a valorização de mercado do citado imóvel".
João Alfredo (PSol) - Em 2002, possuía uma caminhonete cabine dupla, Toyota Hilux 4X4, ano 1998, adquirida por R$ 42 mil. Em 2005, esse veículo foi trocado por uma Toyota Hilux SW4, 1998, que custou R$ 47 mil. O aumento de patrimônio de R$ 6.441,92 nos últimos quatro anos corresponde à troca do veículo, num total de R$ 5.000. "Mais um saldo de R$ 1.441,92 que havia em minha conta corrente em dezembro de 2005, apresentado na declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física 2006", esclareceu.
José Pimentel (PT) - Segundo ele, a evolução patrimonial verificada é compatível com os proventos auferidos no período analisado". Além disso, como funcionário do Banco do Brasil há 30 anos, aposentei-me, em 2005, fazendo jus a todos os direitos legítimos e comuns aos bancários do BB nesta fase da vida. Sempre declaro à Receita Federal todos os meus rendimentos".
Léo Alcântara (PSDB) - "Político por vocação e empresário por profissão", como se define, o parlamentar diz que durante os últimos quatro anos, além da dedicação à vida parlamentar, fez "investimentos que me garantiram um bom rendimento, através da distribuição de lucros".
Manoel Salviano (PSDB) - Alega fazer parte do quadro societário de uma empresa que reajusta seu capital social anualmente. "Consequentemente, na minha declaração de bens há o aumento do valor das quotas que me pertencem, acarretando aumento de patrimônio".
Marcelo Teixeira (PSDB) - Informou que realizou uma série de pagamentos e, em decorrência, sua declaração de bens caiu entre 2002 e 2006.
Pastor Pedro Ribeiro (PMDB) - Diz ter informado "em 2002 um patrimônio em torno de R$ 200 mil à Receita Federal e ao TRE. Em 2006 o meu patrimônio foi informado realmente em torno de uns R$ 325 mil. Fica uma diferença de R$ 125 mil, mas, se você divide isso em quatro anos, vai observar que houve um crescimento anual médio de 15%".
Raimundo Gomes de Matos (PSDB) - "Todos os meus bens constaram das Declarações de Rendimentos (Imposto de Renda) apresentadas em nome de minha esposa, declarações estas que, anexadas às minhas, foram à época, devidamente encaminhadas ao TRE. Com efeito, a legislação do Imposto de Renda Pessoa Física determina que nos casos em que o casal faça as suas declarações em separado, os bens comuns do casal devem ser informados apenas na declaração de rendimentos de um dos cônjuges".
Inácio Arruda (PCdoB) - Segundo informa, "o único bem que possuo continua sendo um veículo da marca Parati, ano 2005, avaliado em R$ 35.200,00. Conta corrente não é um bem permanente, mas variável, circulante".
José Gerardo (PMDB) - Diz que "só a inflação já alavanca meus bens de terrenos. Só isso subiria 20%". O resto seria fruto de trabalho em suas empresas, administradas por familiares.
Almeida de Jesus (PL) - Desistiu da candidatura no mês passado.
José Arnon (PTB) - Quando entrou em contato com O POVO, não continha dados para explicar a diferença em seus bens declarados à Justiça Eleitoral, uma vez que para as eleições deste ano não declarou os valores de seus bens, ressaltando que não é obrigatório. Porém, acredita que houve um aumento em torno de 50% em seu patrimônio.
Vicente Arruda (PSDB), Moroni Torgan (PFL), Aníbal Gomes (PMDB) e Mauro Benevides (PMDB) não responderam às tentativas de contato, via e-mails e telefonemas, da reportagem.
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