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O retorno da cavalaria americana
O avanço da cavalaria americana, através dos potentes Mustang, Challenger e Camaro
Alcides Freire
alcides@opovo.com.br
23 Jan 2010 - 01h45min
A crise mundial de petróleo, iniciada na década de 1970, criou fortes marcas políticas, históricas e, principalmente, econômicas. A indústria automobilística foi a que mais sofreu impacto. E os Muscle Cars, modelos criados na década de 1960, murcharam. A sobrevivência deles ficou seriamente ameaçada e, alguns modelos, tiveram a montagem descontinuada. A sobrevivência só foi possível graças à persistência de montadoras e à paixão dos consumidores.
Os Muscle Cars, carros potentes e de cilindrada alta, tinham suas características inconfundíveis, intimidantes. A simples presença de um deles, como a de um Playmouth, modelo de 1962, com motor V8 de 413 polegadas cúbicas, 6.3 litros e 417hp, ameaçava sentimentos e inibia ações. Ao longo de toda a década, o Playmouth conquistou pistas, amores e ruas.
A reação da Ford foi quase imediata. Em 1962 pede emprestado o nome do caça americano usado na segunda guerra, P-51 Mustang, e lança o modelo 1964 1/2, no meio do ano de 1964. Raquítico, com apenas seis cilindros e 110hp, sonhava com mais músculos. O mercado foi mais rápido que o modelo. A engenharia da Ford teve de colocar músculos e o Mustang, em 1967, já chega aos 306hp com motor V8. Só assim o Ford Mustang conquista uma cadeira no exclusivo clube dos Muscle Cars.
Passados 45 anos, a indústria automobilística norte-americana abriu suas "baias" e liberou em disparada para o Brasil, sua cavalaria. A primeira a confirmar oficialmente, e revelar qual será seu puro sangue a desembarcar é a Ford. O modelo, conhecido de algumas décadas e desejado por muitas gerações anteriores, bem anteriores à geração 1.0, é o legendário Mustang, um ícone da Ford. O modelo será o GT 500, com motor V8, de 412hp. Para muitos, parece pouco. Não para quem nunca segurou pelas rédeas mais que 145 cavalos.
Tratando-se de paixão, coisa que nunca é medida com limitações, os engenheiros da Ford Racing desenvolveram o que parecia findado, sem opções, nem perspectiva: o propulsor de 5.0 litros que equipava e tangia o Mustang até 2007. Durante dias o projeto foi ganhando corpo, músculos e volume e, para suportar esta carga, freios e suspensão tiveram de ser modificados. A Brembo, fabricante de freios, ficou encarregada das rédeas, pois, para segurar 412 HP precisa-se de coragem, tecnologia e responsabilidade.
A soma de um mercado estável, consumidores mais exigentes e o 45º aniversário da Ford foram os motivos desta decisão. Como a importação acontece de forma oficial, da própria fábrica, a Ford teve de se parar, qualificando suas revendas autorizadas para receberem o Mustang. Revisões e prováveis acertos serão com toda a certeza necessárias. A garantia será de dois anos.
A ideia parece ter empolgado concorrentes do mesmo país de origem. A Chevrolet anima-se em apresentar seu ``Muscle Car``, o também legendário e conhecido de tantas décadas passadas, aqui no Brasil, Camaro, que passa pouco distante dos modelos mais musculosos. Corajoso, revoltado e esportivo também como o Mustang, tem virtudes para disputar o mercado dos esportivos: motor, um comportado V6 de 304hp; carroceria estilizada e muitos acertos ao longo de décadas. Tomara que chegue. Sua principal missão seria abrir caminhos para o Corvette. Este tem músculos.
Corajosos seguidores que nunca dispensam uma disputa nunca faltam. Aparece um convite à travessura, logo chegam os competidores. A Dodge, também resolveu entrar na fila e marcar lugar para esta disputa. Cavalos e cavaleiros existem. A fera conhecida é o Dodge Challenger SRT8, 6.1l e, 425hp. Personalidade forte e de comportamento perturbador. Já importaram algumas unidades para fazer teste de mercado.
Os Muscle Cars, carros potentes e de cilindrada alta, tinham suas características inconfundíveis, intimidantes. A simples presença de um deles, como a de um Playmouth, modelo de 1962, com motor V8 de 413 polegadas cúbicas, 6.3 litros e 417hp, ameaçava sentimentos e inibia ações. Ao longo de toda a década, o Playmouth conquistou pistas, amores e ruas.
A reação da Ford foi quase imediata. Em 1962 pede emprestado o nome do caça americano usado na segunda guerra, P-51 Mustang, e lança o modelo 1964 1/2, no meio do ano de 1964. Raquítico, com apenas seis cilindros e 110hp, sonhava com mais músculos. O mercado foi mais rápido que o modelo. A engenharia da Ford teve de colocar músculos e o Mustang, em 1967, já chega aos 306hp com motor V8. Só assim o Ford Mustang conquista uma cadeira no exclusivo clube dos Muscle Cars.
Passados 45 anos, a indústria automobilística norte-americana abriu suas "baias" e liberou em disparada para o Brasil, sua cavalaria. A primeira a confirmar oficialmente, e revelar qual será seu puro sangue a desembarcar é a Ford. O modelo, conhecido de algumas décadas e desejado por muitas gerações anteriores, bem anteriores à geração 1.0, é o legendário Mustang, um ícone da Ford. O modelo será o GT 500, com motor V8, de 412hp. Para muitos, parece pouco. Não para quem nunca segurou pelas rédeas mais que 145 cavalos.
Tratando-se de paixão, coisa que nunca é medida com limitações, os engenheiros da Ford Racing desenvolveram o que parecia findado, sem opções, nem perspectiva: o propulsor de 5.0 litros que equipava e tangia o Mustang até 2007. Durante dias o projeto foi ganhando corpo, músculos e volume e, para suportar esta carga, freios e suspensão tiveram de ser modificados. A Brembo, fabricante de freios, ficou encarregada das rédeas, pois, para segurar 412 HP precisa-se de coragem, tecnologia e responsabilidade.
A soma de um mercado estável, consumidores mais exigentes e o 45º aniversário da Ford foram os motivos desta decisão. Como a importação acontece de forma oficial, da própria fábrica, a Ford teve de se parar, qualificando suas revendas autorizadas para receberem o Mustang. Revisões e prováveis acertos serão com toda a certeza necessárias. A garantia será de dois anos.
A ideia parece ter empolgado concorrentes do mesmo país de origem. A Chevrolet anima-se em apresentar seu ``Muscle Car``, o também legendário e conhecido de tantas décadas passadas, aqui no Brasil, Camaro, que passa pouco distante dos modelos mais musculosos. Corajoso, revoltado e esportivo também como o Mustang, tem virtudes para disputar o mercado dos esportivos: motor, um comportado V6 de 304hp; carroceria estilizada e muitos acertos ao longo de décadas. Tomara que chegue. Sua principal missão seria abrir caminhos para o Corvette. Este tem músculos.
Corajosos seguidores que nunca dispensam uma disputa nunca faltam. Aparece um convite à travessura, logo chegam os competidores. A Dodge, também resolveu entrar na fila e marcar lugar para esta disputa. Cavalos e cavaleiros existem. A fera conhecida é o Dodge Challenger SRT8, 6.1l e, 425hp. Personalidade forte e de comportamento perturbador. Já importaram algumas unidades para fazer teste de mercado.
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