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A evolução do mercado 4x 4
Antes restritos às áreas rurais, as picapes, definitivamente, ganharam as cidades
Alcides Freire
economia@opovo.com.br
06 Fev 2010 - 02h45min
A compra de uma picape média, por consumidores brasileiros quinze anos atrás, era determinada simplesmente pela robustez, capacidade em romper obstáculos e transportar cargas. Tracionada nas quatro, também não fazia muita diferença. Na verdade, elas ainda não existiam. Luxo, conforto e acabamento bem menos ainda. Necessidade, este era o principal pré-requisito.
Adquirir um destes modelos, sem possuir uma fazenda, ou único hectare de terra, uma casa de praia, chácara, sítio ou fazenda, parecia uma insanidade total. Um carro, projetado para transportar carga, animais e fazer trabalho no campo, nunca poderia rodar pelas ruas de uma capital. Esta era uma missão reservada somente para confortáveis sedãs.
A primeira picape média a rodar com um pouco de requinte, a possuir interior de automóvel de luxo, suspensão que respeitasse nossas colunas e a força de carro de trabalho, embora pouca, foi a S10 da Chevrolet. Com o antipático e fraco motor, o Maxion 2.5 diesel e outros ainda piores, a gasolina. Ar condicionado, acionamento elétrico dos vidros e da tração, encantavam os consumidores.
Conquistadas as ruas, consumidores de grandes cidades e aventureiros buscando trilhas fizeram o mercado de picapes crescer, e aparecer o primeiro concorrente direto: a Ford Ranger. Com as mesmas características da S10, inclusive o motor Maxion, passaram a ficar conhecidas como as ``cabines duplas`` ou simplesmente as 4X4.
Logo o mercado fica incrementado de modelos e opções, e consumidores ansiosos. As japonesas Toyotas e Mitsubishi mexeram e remexem com o mercado consumidor deste segmento. Os motores ficam potentes, o luxo e conforto como câmbio automático, tração permanente nas quatro e segurança, superam muitos sedãs. E a Frontier, mais provocadora, entra no mercado, a partir de 2009, como a primeira japonesa a ser fabricada no Brasil, com o título de a mais potente.
Com o mercado aquecido, crescente, sofisticado e compradores ávidos, cabe agora mais um produto, desde que tenham qualidades para consumidores já bastante experientes. A Volkswagen resolve entrar neste setor e traz sua novíssima picape, média, cabine dupla e 4X4. Tradição e nome bonito para entrar nesta briga, embora ainda dominada com 35,6% pela S10: Amarock, é assim que será chamada, e passará a ser conhecida a nova picape média da VW, a rodar por ruas, trilhas e fazer aventuras pelo Brasil.
O fabricante Volkswagen desenvolveu um carro com números bastante interessantes. O primeiro vai para o motor. Para quem ficou acostumado a dirigir picapes 4X4, diesel e turbinada com motores de 3.0 ou 3.2l e 163hp turbinada e se encantar, mudou pouco com a Frontier, da Nissan, com apenas 2.5l e 173 hp.
A Amarock, que possui motor de ``apenas`` 2.0l, dois turbocompressores sequenciais, e torque de 400Nm e 163Cv a apenas 1.750 RPM, cria boas expectativas, além de mais um câmbio manual de seis marchas. Cabe agora aguardar o lançamento previsto para abril e saber o que o mercado poderá fazer vale a pena. A Volkswagen sabe que este mercado é tão duro e surpreendente como uma trilha off road.
Adquirir um destes modelos, sem possuir uma fazenda, ou único hectare de terra, uma casa de praia, chácara, sítio ou fazenda, parecia uma insanidade total. Um carro, projetado para transportar carga, animais e fazer trabalho no campo, nunca poderia rodar pelas ruas de uma capital. Esta era uma missão reservada somente para confortáveis sedãs.
A primeira picape média a rodar com um pouco de requinte, a possuir interior de automóvel de luxo, suspensão que respeitasse nossas colunas e a força de carro de trabalho, embora pouca, foi a S10 da Chevrolet. Com o antipático e fraco motor, o Maxion 2.5 diesel e outros ainda piores, a gasolina. Ar condicionado, acionamento elétrico dos vidros e da tração, encantavam os consumidores.
Conquistadas as ruas, consumidores de grandes cidades e aventureiros buscando trilhas fizeram o mercado de picapes crescer, e aparecer o primeiro concorrente direto: a Ford Ranger. Com as mesmas características da S10, inclusive o motor Maxion, passaram a ficar conhecidas como as ``cabines duplas`` ou simplesmente as 4X4.
Logo o mercado fica incrementado de modelos e opções, e consumidores ansiosos. As japonesas Toyotas e Mitsubishi mexeram e remexem com o mercado consumidor deste segmento. Os motores ficam potentes, o luxo e conforto como câmbio automático, tração permanente nas quatro e segurança, superam muitos sedãs. E a Frontier, mais provocadora, entra no mercado, a partir de 2009, como a primeira japonesa a ser fabricada no Brasil, com o título de a mais potente.
Com o mercado aquecido, crescente, sofisticado e compradores ávidos, cabe agora mais um produto, desde que tenham qualidades para consumidores já bastante experientes. A Volkswagen resolve entrar neste setor e traz sua novíssima picape, média, cabine dupla e 4X4. Tradição e nome bonito para entrar nesta briga, embora ainda dominada com 35,6% pela S10: Amarock, é assim que será chamada, e passará a ser conhecida a nova picape média da VW, a rodar por ruas, trilhas e fazer aventuras pelo Brasil.
O fabricante Volkswagen desenvolveu um carro com números bastante interessantes. O primeiro vai para o motor. Para quem ficou acostumado a dirigir picapes 4X4, diesel e turbinada com motores de 3.0 ou 3.2l e 163hp turbinada e se encantar, mudou pouco com a Frontier, da Nissan, com apenas 2.5l e 173 hp.
A Amarock, que possui motor de ``apenas`` 2.0l, dois turbocompressores sequenciais, e torque de 400Nm e 163Cv a apenas 1.750 RPM, cria boas expectativas, além de mais um câmbio manual de seis marchas. Cabe agora aguardar o lançamento previsto para abril e saber o que o mercado poderá fazer vale a pena. A Volkswagen sabe que este mercado é tão duro e surpreendente como uma trilha off road.
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