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Saber dizer ''não''
A Trup Tramas de Teatro apresenta A Saga de Sivirina Moça no Teatro Morro do Ouro, às 20 horas. Com a utilização de bonecos e recitado em cordel, conta com texto e direção de Carlos Alves
25 Ago 2001 - 02h30min
Escrito e dirigido pelo ator cearense Carlos Alves, A Saga de Sivirina Moça, sexta montagem teatral da Trup Tramas de Teatro, entra em cartaz este fim-de-semana no Teatro Morro do Ouro (anexo do Theatro José de Alencar), no horário das 20 horas. Unindo atores a bonecos gigantes e marionetes com diferentes formas de manipulação, a peça gira em torno da história de uma moça que, por inocência e extrema inexperiência, cai numa verdadeira cilada quando decide, por sua conta e risco, fugir do sertão para ser cantora. Na cidade-grande, conhece um sujeito de nome Antônio Engabelador que, em troca de favores sexuais, muda os planos de Sivirina. Uma cigana, por sua vez, lhe indica algumas alternativas. O segredo é justamente esse: conseguirá Sivirina se safar dessa complicada situação?
Kátia Arruda, Cleomir Alencar, Carlos Alves e Pedro Gonçalves são os atores da peça. A principal característica desta Sivirina é a utilização da métrica do cordel, uma de nossas mais antigas tradições nordestinas. Mas o ponto forte mesmo é a abordagem de questões de caráter social e questionador. Em Castanhinha, meu amor (97), o tema eram as mulheres que trabalhavam em fábricas de castanha no Ceará. Já em Dacunaíma, Paixões e Lutas (2000), era a importância do voto, e assim por diante. Neste, são as drogas, violência, promiscuidade, banalização da violência, uso de drogas na adolescência, entre outros. Por isso, após a encenação do espetáculo será aberto um debate com o público presente e os atores para a discussão dos assuntos da peça. Para tanto, a necessidade da presença de professores, coordenadores de escolas, pedagogod e pais de adolescentes. ''Nesse espetáculo, a gente não passa a mão na cabeça do jovem. É um tapa na cara deles'', concluiu Carlos Alves.
A Saga de Sivirina Moça - Montagem da Trup Tramas de Teatro. Texto e direção de Carlos Alves. Apoio: Assembléia Legislativa do Ceará. Em cartaz aos sábados e domingos no Teatro Morro do Ouro - anexo do Theatro José de Alencar (R. 24 de Maio, 600 - Centro) sempre às 20h. Ingressos: R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia). Info.: 252.2324 ou 9941.0952.
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